O projeto de Educação Ambiental para a guarda responsável de animais domésticos inicia o ano abordando o tema "Dejetos de Animais em Locais Públicos".
Por conta da grande movimentação de turistas e banhistas nas praias de Vitória, durante o mês de janeiro, os educadores ambientais estão atuando junto com as equipes da campanha Praia Limpa.
O projeto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), através da Gerência de Educação Ambiental, com apoio da Gerência de Bem Estar Animal e do Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (Semus).
Os dejetos de cães e gatos podem conter uma série de parasitas com grande potencial de contaminação do ambiente e que podem colocar em risco a saúde do ser humano. Foto: Pixabay

Dejetos de animais domésticos


A não coleta de dejetos dos animais, além de causar incômodo, pode perpetuar o ciclo de transmissão de diversas doenças que acometem tanto o animal quanto o ser humano.
A partir do momento que o tutor decide levar seu animal a áreas abertas ou públicas, sua responsabilidade e atenção devem ser redobradas, principalmente, com os dejetos.
O tutor deve levar algo para coletar as fezes, além de descartá-las em local apropriado. Não é recomendável entrar em contato direto com os dejetos e, por isso, a sacola plástica é uma boa opção. Além das fezes, é necessário também que os animais urinem em locais adequados.

Contaminação


Os dejetos de cães e gatos podem conter uma série de parasitas com grande potencial de contaminação do ambiente e que podem colocar em risco a saúde do ser humano. É importante, periodicamente, o tutor do animal realizar a vermifugação e o exame de fezes dos animais, a partir da indicação de um médico veterinário.

Hábitos apropriados


Boas práticas como o recolhimento das fezes dos cães e a condução do animal sempre com coleira e guia, quando em vias públicas ou em locais de uso comunitário, são indispensáveis para a promoção do bem-estar coletivo.

Dejetos nas praias


Embora relativamente comum, principalmente em dias de calor, o hábito de levar o cão à praia apresenta diversos riscos para o animal. A ocorrência de conjuntivites, otites, dermatoses, insolação, desidratação e queimaduras é muito frequente em cães após um passeio na praia.
Campanha conscientiza a população sobre o recolhimento dos dejetos dos animais domésticos. Foto: Divulgação
O ambiente praial, com calor, umidade e a própria areia, favorece a eclosão de ovos e o desenvolvimento de larvas de vermes. Mesmo quando vermifugados, os animais podem ser infestados ao entrar em contato com a areia contaminada. O melhor mesmo é não levar o animal para a praia, preferindo ruas e calçadas para um bom passeio.
Diversas são as zoonoses transmitidas por fezes de animais aos seres humanos, entre elas a Larva Migrans Visceral e a Larva Migrans Cutânea (também conhecida como Bicho Geográfico) e a Estrongiloidíase, podendo causar diarreias, dores abdominais, perda de peso e anemia.
"Práticas simples e comuns, como dar um passeio em praças, calçadas e ruas, são suficientes para um bom exercício do animal, desde que tenha-se o cuidado de recolher e descartar as fezes de forma adequada", destacou o secretário de Meio Ambiente, Luiz Emanuel Zouain da Rocha, que possui dois pets em sua residência e costuma passear com eles todas as manhãs no bairro onde reside.

Legislação vigente


lei municipal n° 8.121, de maio de 2011, que estabelece normas para a guarda responsável de animais domésticos, trata em seu capítulo IV de questões relacionadas ao trânsito de animais em áreas públicas.
A lei fala, em seu artigo 12, da obrigatoriedade da coleta das fezes do animal em vias e logradouros públicos pelo seu tutor, cabendo, inclusive, aplicação de multa. 
O Código Sanitário de Vitória, estabelecido pela lei nº 4.424, de abril de 1997, cita, no artigo 14, que são de responsabilidade do tutor as providências pertinentes à remoção dos dejetos deixados por seus animais em vias públicas.

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