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Perda de audição causa isolamento e depressão em idosos

O isolamento devido à dificuldade de escutar pode levar à depressão caso o problema não seja tratado

O isolamento de idosos do convívio social pode indicar um problema que muitas vezes passa despercebido: a perda da audição. É comum que na terceira idade eles apresentem dificuldades para escutar e muitos comecem a evitar festas de aniversários, à igreja ou até mesmo no almoço em família.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço das pessoas com mais de 65 anos têm dificuldades para ouvir. Acima dos 75 anos, quase metade dos idosos apresentam esse problema físico. A degeneração das células do ouvido ou a confusão mental - quando o idoso consegue escutar, mas não compreende o que foi dito - são os principais fatores que prejudicam a audição nessa faixa etária.
Por não conseguirem compreender a fala do outro e para evitar situações constrangedoras, o isolamento acaba sendo a única escapatória dos idosos. Sem o diagnóstico e posterior tratamento, a perda auditiva pode agravar a saúde física e mental. Por isso é preciso ter atenção ao comportamento deles em casos de isolamento, pois podem se agravar para um quadro de depressão se os tratamentos não forem tomados.
A motivação dos familiares para que os idosos busquem ajuda especializada o quanto antes é fundamental na avaliação da fonoaudióloga Guilhermina Gomes da Audiovix Aparelhos Auditivos. É importante ficar atento aos sinais de problemas auditivos, mas também ter paciência com o idoso.
“Não é gritando que o idoso vai escutar melhor. Na realidade, gritar só piora, faz ele escutar menos ainda. O ideal é falar pausadamente, de uma maneira que seja mais fácil de compreender por leitura labial. Isso deve ser feito principalmente quando a perda auditiva é manifestada por confusão mental”, orientou a fonoaudióloga. 
A orientação é que idosos acima de 60 anos façam o exame de audiometria anualmente. E na maioria dos casos de perda da audição, é recomentado o uso do aparelho auditivo para que as pessoas na terceira idade recuperem a qualidade de vida. Entretanto, nos casos em que os problemas auditivos são manifestados em decorrência da confusão mental, não é indicado o uso do aparelho auditivo.
“Como não é um problema propriamente auditivo, o aparelho faz aumentar a desorientação, já que eles passam a escutar um zumbido com a amplificação do áudio que o aparelho oferece”, explicou Guilhermina.

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