Foto: Igor Siqueira
O Conselho Deliberativo do Botafogo aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, a criação de uma empresa para gerir o futebol do clube, com objetivo de captar investidores que aportem dinheiro e pagem as dívidas.

Com a resposta positiva, o próximo passo da diretoria será levar o tema à assembleia geral dos sócios antes de poder formalizar a criação da Botafogo S/A e do contato mais aprofundado com os potenciais investidores.

Segundo a apresentação feita aos conselheiros, o Botafogo criará uma sociedade de propósito específico para cuidar do braço futebolístico e todos os ativos relativos a ele, tais como o estádio Nilton Santos, os direitos econômicos dos jogadores, o CT e as categorias de base.

Caso apareça um investidor, a diretoria trata como montante mínimo a ser aportado o valor de R$ 200 milhões, exclusivamente no futebol. O cenário diagnosticado é que a dívida atual está na casa de R$ 1 bilhão. A empresa pagaria royalties ao clube social.
- Esse projeto é para efetivamente podermos caminhar com o futebol com outro conceito, com salários em dia, sem dívidas, tudo o que gostaríamos que estivesse acontecendo - disse o presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej.

Entre várias perguntas feitas aos responsáveis pela apresentação, os conselheiros se preocuparam com os prazos para a mudança de formato.
- Meu cardiologista espera que seja resolvido em uma semana, porque não aguento mais. Normalmente, são processos que devem demorar de três a cinco meses. Tem que ter paciência. O Botafogo viveu cento e tantos anos e fomos até o limite. Quanto mais rápido, melhor. Você não pode ter dívida de R$ 1 bilhão e só entrar R$ 40 milhões no caixa. Se alguém tivesse plano B, eu adoraria, mas não tem plano B. Sempre disse que o Botafogo era terra arrasada, falimentar - disse o ex-prtesidente Carlos Augusto Montenegro.

Fonte: Extra Esporte