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Vereador quer proibir “altinha” em praias de Vitória; praticantes repudiam o projeto em redes sociais

O projeto do vereador Max da Mata visa vetar a prática da modalidade em praias da capital com menos de duzentos metros de extensão
Foto: Reprodução
Um Projeto de Lei do vereador Max da Mata (PSDB) protocolado na última segunda-feira (23), na Câmara de Vitória, quer proibir a prática da “altinha” em praias com menos de duzentos metros de extensão na capital. Ao tomarem conhecimento sobre a proposta, os praticantes se manifestaram e subiram a hashtag #MinhaBolaNãoÉIlegal nas redes sociais para divulgar a ação.
Em uma atitude de união dos praticantes da modalidade, chegaram também a ir em uma rede social do vereador para protestar. Alguns mandaram mensagem para Max, que respondeu. No Espírito Santo existem grupos que levam a sério o esporte e que chegam a levar a modalidade também para o âmbito social, como o incentivo à prática dentro de escolas públicas do Estado.
O Projeto de Lei já existe, mas era restrito apenas para a prática do frescobol nas praias. Agora, Max incluiu a “altinha” e também o uso de som. De acordo com o parlamentar,  a prática de “altinha” (Fazer embaixadinha sozinho ou numa roda com outras pessoas passando a bola sem deixar ela cair no chão) e o uso de caixas de som nas praias da cidade causam um grande incomodo.
“Isso se dá ao fato de que algumas praias com pequenas extensões a prática da
altinha acaba incomodando quem está tomando sol pois a bola sempre acaba
caindo nas pessoas que não estão jogando e estão apenas tentando aproveitar a
praia para seu lazer”, justifica Max.
Em uma conversa entre um praticamente e Max, o vereador diz que o projeto é para praias específicas e somente em algumas épocas do ano. Além disso, fala sobre o episódio de uma briga que aconteceu na praia da Ilha do Boi em setembro, e que as famílias “não querem ter que passar o dessabor de levar os filhos na praia e ter que lhe dar com briga e confusão”.
Veja trechos da conversa:
“Acredito que o vereador está completamente equivocado em apresentar um projeto como esse, justamente nessa época do ano em que muitas pessoas estão de férias e praticam o esporte, acredito que ele está querendo fazer politicagem. Ele quer restringir a prática de um esporte em um local público que é a praia”, disse o leitor que não quis se identificar.

O outro lado

O esporte vem crescendo tanto que já existem grupos que se reúnem durante todo o ano para a prática do esporte. Em Vila Velha, por exemplo, o grupo Canaltaclasse foi quem divulgou a hashtag, que foi criada no Rio de Janeiro após a modalidade ser proibida em uma praia de Niterói. O grupo conta hoje com mais de quatro mil seguidores no instagram, e são pioneiros da modalidade em todo o Estado.
Para um dos sócios do grupo, o estudante João Lucas Campanharo, 22, o esporte no ponto de vista social transforma a vidas das pessoas e permite uma qualidade essencial. A que além disso, como forma de compor o diálogo, que de acordo com ele não foi possibilitado em nenhum momento, se expressam contrários à proposta do vereador, que “é discriminatória e feita sem participação alguma da sociedade”.
João pratica a altinha há cinco anos e é contra o projeto do vereador Max da Mata. Foto: Gabriel Henriques
“As praias de nosso país são lindas e restringir ou proibir qualquer prática esportiva sem antes ofertar publicidade educacional positiva mostra apenas preguiça política, e não o engajamento com políticas prol saúde e bem estar coletivo”, disse João.
João também explica que o grupo nunca teve nenhum problema, briga ou discussão nas praias que frequentam, e que são organizados mensalmente campeonatos internos para gerar união, integração, para servir de forma educativa para muitos aqueles que começam na modalidade.
“Alem disso, temos o projeto de levar a altinha para as escolas publicas da rede estadual que sempre gerou retornos positivos para as famílias, alunos e principalmente para as escolas”, explicou.

Aprovado

Ainda nesta quinta-feira (26), na última sessão ordinária do ano na Câmara de Vitória, o projeto foi colocado em regime de urgência e Max pediu a derrubada da sessão para que fosse convocada uma extraordinária para votação do projeto. Dessa forma, com unanimidade, a proposta foi aprovada.

Fonte: Movimento Online

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