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Santa Leopoldina: de Carnaval ao paraíso bucólico



Centro de Santa Leopoldina na manhã deste sábado (29). Foto: Maike Trancoso
Depois do vendaval humano que passou por Santa Leopoldina, a cidade volta a respirar sua atmosfera cotidiana. É o que se podia ver na tarde da quarta-feira de cinzas. A fauna nativa já circulava normalmente, sem a opressão causada pelo frenesi da multidão.

O centro urbano parece uma nave que de repente passou por uma despressurização. No tumulto da festa, quase não se pode reencontrar os amigos de sempre. Agora, não, ali estão eles de volta, em seus recantos habituais, foi assim, que se podia reencontrar a turma de amigos do ponto de taxi, outros do interior fazendo compras nos mercados, com outros, poderia se conversar na calçada. 

Mas, é claro! Em tudo sente-se o rescaldo dos dias de muita agitação. Algumas pessoas satisfeitas, outras nem tanto. Mas subtraindo uma coisa da outra, percebe-se um saldo positivo da festa, principalmente no comércio. E persiste aquela velha dúvida quanto ao volume de visitantes. Uns acham que foi menos que o ano anterior. Outros, que não.

Em muitos rostos, ainda a ressaca de noites insones. O impacto do imenso rebanho humano que passa pela Leopoldina, de um momento para outro, deixa marcas nítidas no cenário. Nas ruas, ainda há espalhadas marcas da folia, dando à cidade a feição de antiga e eterna passarela do samba. 
Quarta-feira de Cinzas. Foto: Jomar Federici

E onde quer que se ajunte qualquer agrupamento de amigos, o assunto não é outro: a festa. As opiniões se desencontram. O término da festa parece com o final de alguma grande competição. E é mesmo isto, em resumo, o Carnaval. A festa mais popular do Brasil.

Uma narrativa de Jomar Federici, morador de Santa Leopoldina.

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