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Cresce interesse de alunos por graduações no exterior

Enquanto antes a maior demanda era por cursos de línguas, atualmente, muitos estudantes planejam a vida universitária fora do Brasil. O movimento tem sido registrado no Brasil, incluindo o Espírito Santo, que em 2019 teve aprovação até na Universidade Harvard.
Suíça é um dos destinos mais procurados pelos alunos. Os cursos mais procurados são nas áreas de business e engenharia, que são os que apresentam maior facilidade de validação dos diplomas no Brasil.
Foto: Internet.
Dados da Belta, associação que reúne agências de intercâmbio do Brasil, mostram que o interesse de brasileiros por cursarem a graduação no exterior tem aumentado nos últimos anos. Em 2018, 50.400 alunos iniciaram a vida acadêmica fora do Brasil, o que representou um aumento de 40% em relação a 2017. Atualmente, somente na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, são 13 alunos do Brasil na graduação.



Esse movimento registrado em vários Estados do Brasil também tem sido percebido no Espírito Santo, que em 2019 teve um estudante aprovado até na Universidade Harvard, o Pedro Duarte Moreira, aluno do Centro Educacional Leonardo da Vinci. Outro destaque da escola foi Arthur Soares Klein, que foi aprovado em dez universidades americanas e escolheu estudar em Purdue, reconhecida por já ter enviado vários cientistas para trabalhar na agência americana de aeronáutica e espaço Nasa. Em 2020, aprovações já foram registradas, como as de Mateus Maz​zoco, Bruno Linhales e Marco Ma​rcial, e novos resultados sairão entre março e abril.



De acordo com o coordenador de Línguas Estrangeiras do Da Vinci, Cristiano Carvalho, a partir de 2012 foi observado um aumento no interesse dos alunos em estudar no exterior. “Apesar de desde o ano 2000 oferecermos a modalidade High School junto com o Ensino Médio, o que dá uma certificação brasileira e americana e maior mobilidade para estudar em qualquer lugar do mundo, na primeira década deste milênio tínhamos em média por ano ​dois alunos no máximo participando de processos seletivos para graduação no exterior. Este número hoje praticamente triplicou, temos de seis a sete alunos que saem do país por ano para estudar fora”, explica.



A escola estima que, de 2013 a 2019, aproximadamente 30 alunos foram fazer graduação no exterior, sendo que o volume de aprovações está em torno de 110, uma vez que vários deles foram aceitos em mais de uma universidade. Para Cristiano, além do contexto de queda das universidades brasileiras nos últimos anos nos rankings que avaliam a qualidade das universidades em todo mundo, a proposta pedagógica da escola favorece o trânsito internacional e estimula os estudantes.



De acordo com o coordenador, o Da Vinci tem atendimento estruturado para os alunos estudarem no exterior. “Além do programa bilíngue na modalidade integral desde o Ensino Infantil, da Middle School e da High School, oferecemos curso preparatório para a prova SAT (Scholastic Assessment Test), orientação de carreira, cursos de verão no exterior como o Summer Camp, viagens acadêmicas ​para fora do Brasil, intensificação no Ensino Médio das aulas específicas para ​os alunos estudarem para as provas de universidades estrangeiras, consultoria especializada com a empresa Daquiprafora, e reuniões regulares com alunos e pais para entender as necessidades deles nesse sentido e orientar os melhores caminhos”, explica Cristiano.

Destinos mais procurados

O coordenador informa que a maior parte dos alunos tem como destino os Estados Unidos, além de Espanha, Canadá, Suíça e Inglaterra. Os cursos mais procurados são nas áreas de business e engenharia, que são os que apresentam maior facilidade de validação dos diplomas no Brasil. “O curso de Medicina, ​procuramos orientar para que o aluno faça no Brasil, porque são poucas vagas disponíveis para estrangeiros ​no exterior e ​há maior dificuldade de validação do diploma aqui. Já em Direito, nossa orientação é que o aluno faça no país ​onde pretende atuar por causa das diferenças de legislação, a não ser que o foco seja Direito Internacional”, esclarece.

Para o coordenador, a principal vantagem de estudar fora é frequentar universidades de ponta. “Qualquer faculdade dos Estados Unidos que está entre as Top 100 é mais bem ranqueada que a melhor universidade do Brasil. Além disso, as instituições de ensino de lá e também do Canadá e da Europa são muito ligadas à inovação, à pesquisa, ao empreendedorismo e à interação com o mercado, e isso é muito enriquecedor para o aluno universitário. Sem contar que ​em um ambiente cosmopolita, o aluno está em contato com várias culturas ​e constrói uma network que favorece o acesso a um mercado de trabalho que não está restrito ao ​do seu país ​somente”, opina.

Cristiano ainda acrescenta que a preocupação do Da Vinci com a formação integral do cidadão, contemplando o desenvolvimento social, ético, motivacional, cultural e acadêmico, contribui para as aprovações visto que algumas universidades do exterior exigem mais do que nota e fluência em línguas, pois avaliam também o compromisso do aluno com o impacto social, a erudição, a paixão pela área de estudo e as competências socioemocionais.

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