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Hospital Estadual de Urgência e Emergência dá dicas de atividades durante o distanciamento social

Desde o surgimento da pandemia do novo Coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem recomendado o distanciamento social para todos aqueles que puderem ficar em casa. Neste contexto, a terapeuta ocupacional do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, dá dicas de como lidar com as mudanças e os sentimentos causados pelo isolamento.

Na percepção da terapeuta ocupacional do HEUE, Synara Sampaio Novais, neste período a ansiedade e o desconforto podem aumentar, sendo necessário reorganizar a rotina. “O que chama muito atenção nesta fase de pandemia é a ruptura das nossas ações cotidianas, o que faz necessária a elaboração de uma nova dinâmica de adaptação da vida”, destacou a profissional.

A especialista explica que a necessidade de criar rotinas dentro de casa. A necessidade se apresenta inclusive para pessoas que estejam trabalhando na modalidade de home office, em que pessoas e empresas podem se conectar a distância. “Em home office é ideal definir um local específico para as atividades, com iluminação ajustada e confortável. É necessário se atentar a postura correta, ter uma mesa e cadeira que possibilitem o trabalho mais próximo possível ao habitual. É muito importante ainda que os horários sejam organizados: defina um horário para dormir, acordar, para as refeições e pausas na realização das atividades”, detalhou.

Isolamento em família

Com as aulas suspensas, as crianças também precisam estabelecer uma rotina mais próxima à realidade delas. A ansiedade e desestabilização podem causar muita angústia nas crianças. “Infelizmente as crianças não estão isentas de sofrerem com essas mudanças, e é necessária muita paciência. O legal é desenvolver brincadeiras com os filhos, aproximar as crianças das atividades diárias do lar, introduzir atividades mais relaxantes, estimular a leitura e, se possível, limitar o acesso à televisão”, ressaltou.

A especialista acrescentou que é importante manter o controle da respiração para minimizar a ansiedade. “Sempre que estamos nervosos, alguém sugere que respiremos com mais calma, e isso faz sentido. A inspiração está conectada com o lado ativo do sistema nervoso autônomo, chamado simpático, enquanto a expiração está mais conectada com o lado calmante do sistema nervoso autônomo, chamado parassimpático. A respiração pode ajudar de duas maneiras nesses momentos de ansiedade: a primeira é fisiológica, já que o estado de ansiedade ativa áreas do cérebro que estimulam a hiperventilação, ou seja, inalamos o ar com mais rapidez e de forma mais rasa, e o esforço consciente para mudar isso ajuda a acalmar, pois o organismo volta ao equilíbrio. Outro ponto é o fato de que, ao tornarmos nossa respiração consciente, trazemos a atenção para o momento atual e com isso o estado de ansiedade tende a ser minimizado", explicou.

Em casa, Elyzabeth Brancutti Mafessoni, 52 anos, mãe de Ana Caroline, 11, organiza o tempo da filha para que ela possa manter a rotina de estudos sem perder qualidade no aprendizado.

Confira algumas dicas de atividades durante o isolamento social

- Escreva os pontos positivos do dia: fique atento às coisas simples que acontecem, como o florescer de uma planta ou uma palavra nova que seu filho aprendeu;
- Aproveite a oportunidade para reunir a família em volta da mesa para a realização das refeições;
- Prepare alimentos mais saudáveis. Conheça e experimente novas receitas;
- Estimule a criatividade das crianças. Uma sugestão é reservar um canto da casa e espalhar cartazes em branco para que as crianças criem desenhos e pintem;
- Filtre ou minimize a exposição às notícias;
- Próximo a hora de dormir, cuidado com o uso excessivo do celular e o tipo de filme ou série que irá assistir;
- Neste período de isolamento social, o número de acidentes domésticos pode aumentar. É importante se prevenir contra queimaduras, por conta do uso e fácil acesso ao álcool;
- É preciso tomar cuidado ao acessar áreas com maior dificuldade, como armários altos, principalmente se estiverem usando cadeiras. Esses movimentos podem provocar quedas e ampliar as possibilidades de fraturas.

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