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Registro raro de família de macacos guigós reforça importância do Monumento Natural Estadual Serra das Torres para a conservação da fauna

Um registro raro realizado no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), em Atílio Vivácqua, destaca a importância da Unidade de Conserv...

Por: Redacão Fonte: Secom Espírito Santo
08/06/2026 às 12h31
Registro raro de família de macacos guigós reforça importância do Monumento Natural Estadual Serra das Torres para a conservação da fauna
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

Um registro raro realizado no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), em Atílio Vivácqua, destaca a importância da Unidade de Conservação para a proteção da biodiversidade capixaba. Na manhã do dia 21 de maio, uma família de macacos guigós (sauás) foi avistada durante atividades de monitoramento da fauna na região.

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As imagens mostram um casal acompanhado de sua prole composta por três indivíduos. O registro foi realizado pela pesquisadora Paloma Santos, coordenadora do Projeto Preguiça, do Instituto Tamanduá, que desde 2024 percorre diferentes regiões do Espírito Santo em busca da preguiça-de-coleira, utilizando principalmente drones térmicos para o monitoramento da espécie.

Durante essas expedições, outros animais também são registrados, entre eles os guigós. No entanto, segundo a pesquisadora, avistamentos como esse são incomuns.

“O registro que vimos é super raro, por se tratar de um casal com sua prole de três indivíduos. Eles estavam despertando, tanto é que ainda dá para ver as caudas enroladas. Esse registro mostra a importância do Monast para a conservação da biodiversidade da região, como um grande refúgio da vida silvestre”, destacou Paloma Santos.

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Embora os guigós não sejam considerados animais raros na região, sua observação é difícil devido aos hábitos discretos da espécie. A própria comunidade no entorno da Unidade de Conservação dizia que ouvia a vocalização do animal, mas não haviam sido feitos registros até então. Os grupos familiares costumam ser pequenos, formados pelo casal e seus filhotes, e se deslocam silenciosamente entre as copas das árvores, emitindo apenas ocasionalmente sua vocalização característica.

A espécie registrada no sul do Espírito Santo é o Callicebus personatus, conhecido popularmente como guigó ou sauá. O primata é classificado como Vulnerável (VU) à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e também nas listas regionais de espécies ameaçadas do Espírito Santo.

“Registros como esse demonstram a importância do monitoramento da fauna e do uso de tecnologias para a conservação da biodiversidade. Ferramentas como o drone térmico permitem identificar espécies de forma segura e com mínima interferência no ambiente natural. Essas informações são fundamentais para orientar estratégias de proteção dos habitats”, explicou o gestor do Monast, Marcos Paulo Rodrigues Almeida.

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