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Tempo seco em Vitória da Conquista exige atenção redobrada e maior cuidado com a saúde e com o meio-ambiente

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA Nos últimos dias, Vitória da Conquista tem passado por um fenômeno típico do inverno: a q...

Por: Redacão Fonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
10/08/2026 às 15h28
Tempo seco em Vitória da Conquista exige atenção redobrada e maior cuidado com a saúde e com o meio-ambiente
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Nos últimos dias, Vitória da Conquista tem passado por um fenômeno típico do inverno: a queda da umidade do ar, que representa a quantidade de vapor de água presente na atmosfera. O cenário exige uma atenção redobrada com a saúde da população, além da preocupação para evitar incêndios e queimadas, que também prejudicam o meio ambiente.

Climatologista e professor do curso de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Rosalve Lucas Marcelino explica que os últimos dias têm registrado temperaturas elevadas para o período de inverno, que também é o mais seco. Há ainda a influência do El Niño, um evento climático extremo de abrangência global, com seus efeitos já sendo sentidos com a distribuição irregular das chuvas e a alteração do equilíbrio térmico, por exemplo.

“Por aqui em Conquista, essa elevação da temperatura significa também uma maior queda da umidade relativa do ar, que por sua vez acaba por quebrar o ciclo natural do clima na cidade. Temos uma gangorra térmica bem perceptível: as noites são bem frias e os dias com temperatura bem elevada. A baixa umidade afeta também o solo e a vegetação seca, e nós sentimos na pele, nos olhos ardendo, o aumento das viroses e processos alérgicos”, explica o professor.

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal da umidade do ar para o organismo humano gira entre 40% e 70%. Quando está abaixo desses índices, as pessoas começam a manifestar desconfortos físicos e apresentar aumento de reações alérgicas, como dor de cabeça, rinites alérgicas, sangramento nasal, garganta seca e irritada, irritação nos olhos, ressecamento da pele, cansaço — além de facilitar a transmissão de vírus e bactérias.

João Porto, coordenador médico da atenção básica, relaciona cuidados durante o período de baixa umidade do ar: “O principal cuidado é manter uma boa hidratação, dando preferência à água ao longo do dia, mesmo quando não houver sensação intensa de sede. Também é importante evitar atividades físicas intensas e prolongadas nos horários mais quentes e secos do dia, especialmente em ambientes externos”.

Ele destaca que as pessoas que merecem maior atenção são crianças, idosos e pessoas que já apresentam doenças respiratórias, como asma, rinite, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Pessoas com doenças cardiovasculares também podem apresentar maior risco de complicações durante períodos de condições climáticas desfavoráveis. “Além disso, trabalhadores e pessoas que permanecem por muitas horas ao ar livre, especialmente aqueles que realizam atividades físicas ou trabalho intenso, devem redobrar os cuidados com hidratação e exposição ao calor e ao ar seco”, declarou.

O médico salienta a importância de acompanhar os alertas meteorológicos e evitar a exposição prolongada ao sol e ao calor nos horários de maior intensidade. “Quando possível, atividades físicas ao ar livre devem ser realizadas nos períodos de menor calor. Pessoas que já fazem tratamento para doenças respiratórias devem manter seus medicamentos de uso contínuo conforme orientação médica e não interromper o tratamento por conta própria. Também é importante procurar atendimento de saúde diante de sinais de alerta, como falta de ar importante, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental, desmaio ou piora significativa de uma doença respiratória já conhecida”, complementou João.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Nessas situações, a busca por atendimento médico tem um súbito aumento, o que pode sobrecarregar a rede de atenção básica de saúde. Dessa forma, alguns cuidados são necessários para evitar maiores riscos à população, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas.

  • Manter hidratação Constante, com líquidos e alimentos;
  • Evitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia (entre 10h e 16h);
  • Aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento;
  • Evitar banhos quentes e longos;
  • Umidificar e ventilar ambientes;
  • Dar atenção aos grupos vulneráveis: Crianças e idosos devem ser monitorados e estimulados quanto à hidratação e ao conforto em ambientes secos.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Cuidados com o meio ambiente

Outro impacto da baixa umidade do ar está no aumento do risco de focos de incêndios e queimadas que, além de agravarem as condições de saúde de quem tem doenças respiratórias, também representam riscos à segurança e ao meio ambiente em todo o município.

Desde o mês de julho, a quantidade de incêndio aumentou de forma significativa, atingindo a Serra do Periperi e outras áreas do município. O secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes, destaca a importância da colaboração da população para prevenir queimadas e reduzir os impactos sobre o meio ambiente, especialmente em períodos de baixa umidade do ar.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Diêgo Gomes

“A ação humana, seja acidental ou provocada, está entre as principais causas dos incêndios, muitas vezes relacionada a práticas como o manejo de pastagens e o desmatamento. Nesse período de baixa umidade, o risco de propagação do fogo aumenta e os impactos sobre a vegetação, a fauna e todo o ecossistema podem ser ainda maiores. Realizamos diversas campanhas de conscientização, mas é fundamental que a população também faça a sua parte, evitando práticas que possam provocar incêndios e contribuindo para a preservação ambiental”, afirmou.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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A Semma reforça que a prevenção é fundamental. A população deve evitar atear fogo em vegetação ou incendiar lixo, além de comunicar rapidamente qualquer foco de incêndio, contribuindo para proteger o meio ambiente e garantir a segurança de todos. É importante destacar que não se deve tentar apagar incêndios por conta própria, pois o combate às chamas sem equipamentos adequados e sem treinamento especializado representa um grave risco à vida.

Além da possibilidade de queimaduras, a fumaça pode causar intoxicação e comprometer a visibilidade, enquanto mudanças repentinas na direção do vento podem fazer com que as chamas se espalhem rapidamente e cerquem quem está no local.

Ao identificar um princípio de incêndio em áreas de reserva ambiental, a população deve entrar em contato com a Semma pelo WhatsApp (77) 3229-3571. Para ocorrências na cidade ou em propriedades privadas, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

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