

Governo Municipal oferta atendimentos da assistência social aos moradores da comunidade quilombola do Baixão e comunidades vizinhas
A Secretaria de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS) realizou, nesta segunda-feira (10), uma ação na comunidade quilombola do Baixão, no distrito do Pradoso, com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços socioassistenciais e promover a inclusão socioeducacional dos beneficiários do BPC na Escola. Os atendimentos ocorreram no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), localizado em frente à quadra do Baixão.
Organizada pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) 5, a ação beneficiou famílias da comunidade quilombola do Baixão, da sede do distrito do Pradoso e dos povoados de Malhada, Retiro e Sagui 1 e 2. O governo municipal garantiu transporte para buscar as famílias nas comunidades mais distantes.
Durante a iniciativa, foram ofertados serviços de inclusão e atualização do Cadastro Único, orientações sobre o Programa Bolsa Família, o Programa Primeira Infância no Suas (PIS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Tarifa Social de Energia Elétrica, além de emissão e orientações sobre a Carteira da Pessoa Idosa e o Passe Livre, encaminhamentos para a emissão de segunda via de certidões de nascimento, casamento e óbito e uma oficina do Programa Acessuas Trabalho.
Moradora do povoado de Retiro, Sirlene Moraes acessou o serviço do BPC na Escola e afirmou como a realização dos atendimentos próximos de sua casa facilitou sua vida. “Foi muito bom para mim, porque sair daqui e ir para Conquista é muito longe. Eu só ia conseguir voltar para casa depois do meio-dia e, como cuido do meu filho sozinha, fico preocupada”, finalizou dona Sirlene.
Programa BPC na Escola
Além da ampliação do acesso aos serviços da assistência social, a iniciativa integrou as atividades do Programa BPC na Escola, um plano de atuação integrada que busca garantir o acesso e a permanência de crianças e adolescentes com deficiência, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), na rede de ensino. O programa desenvolve uma estratégia intersetorial entre as áreas de assistência social, saúde e educação para identificar barreiras que dificultam ou impedem que crianças e adolescentes com deficiência frequentem a rede de ensino. Em Vitória da Conquista, o BPC na Escola é conduzido pela SASHDS, em articulação com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed), e conta com o acompanhamento do Grupo Gestor Local do programa.
Durante a programação, foi aplicado um questionário para identificar essas dificuldades. O formulário é composto por uma entrevista social que reúne informações sobre a realidade das famílias e o cotidiano das crianças e adolescentes, incluindo o acesso aos serviços públicos e de saúde. A partir das respostas, também são identificadas as barreiras enfrentadas pelos beneficiários, como a necessidade de acompanhante para o aluno ou de transporte coletivo acessível. Para os beneficiários com 14 anos ou mais, o formulário também permite identificar a necessidade de capacitação profissional e a participação em processos de habilitação e reabilitação para o trabalho. As informações coletadas contribuirão para o desenvolvimento de estratégias e políticas públicas voltadas à superação das barreiras identificadas, fortalecendo a inclusão e garantindo o direito à educação.
A gerente do Cras 5, Gleisse Cruz, ressaltou a importância da descentralização dos atendimentos para os territórios rurais. “Ações como essa têm como um dos principais focos facilitar o acesso aos serviços, para que essas famílias possam ser atendidas e preencher o formulário do BPC na Escola, por exemplo. E, para facilitar ainda mais o acesso, disponibilizamos transporte para as famílias das comunidades do entorno do Baixão, buscando sempre garantir a qualidade dos atendimentos”, destacou.
Para Josimaria Gonçalves, moradora da comunidade de Malhada e mãe de uma criança com deficiência, a iniciativa também ajudou a esclarecer dúvidas sobre o atendimento e o preenchimento do questionário do BPC na Escola. “Eu acho que agora vai melhorar muito. Meu filho já tem acompanhamento do psiquiatra e do psicólogo, mas agora eu sei que ele precisa do fonoaudiólogo e do terapeuta ocupacional. Esse atendimento me ajudou muito”, afirmou a moradora.

