Em sessão do Tribunal do Júri de Viana, realizada nesta quinta-feira, 13, o agente correicional municipal Roondney Penha Lobato foi condenado pela tentativa de feminicídio da ex-companheira dele, Flavia dos Santos Anjos, cometida em 29 de abril de 2025. A pena aplicada é de 24 anos e sete meses de reclusão e o pagamento de 195 dias-multa. Um dia-multa corresponde a 1/30 do salário-mínimo à época do crime.
A sentença foi proferida pela juíza Glauce Ribeiro da Silva. A tese do Ministério Público do Maranhão (MPMA) foi defendida pela promotora de justiça Alessandra Darub Alves.
O réu também foi condenado ao pagamento do valor de R$ 2 mil, como reparação pelos danos causados à vítima. Outra punição foi a perda do cargo público dele na Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária de Viana (Semap). Também foi determinada a proibição da nomeação, designação ou diplomação dele em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo até o trânsito em julgado da sentença e o cumprimento das penas.
CRIME
Segundo a Denúncia, oferecida em 22 de maio de 2025, pela promotora de justiça Lays Gabriella Pedrosa Souza, que respondia pela comarca de Viana à época do crime, Flavia foi abordada por Roondney no bairro Democrata quando ela voltava do trabalho. O condenado – que já havia ignorado medidas protetivas -, começou a persegui-la. Ao tentar fugir, Flavia tropeçou, caiu e o agressor imobilizou a vítima e efetuou diversos disparos nela. Após os tiros, Roondney desferiu coronhadas na cabeça da vítima.
Flávia foi atingida no braço, no abdômen e na cabeça. Ela foi socorrida por vizinhos e sobreviveu após passar por cirurgias de emergência. Um dos projéteis continua alojado na cabeça dela.
HISTÓRICO
De acordo com os autos, o condenado submetia Flávia a um ciclo de violência, incluindo perseguição, dano emocional, descumprimento de ordens judiciais e reincidência.
Entre janeiro e abril de 2025, Roondney perseguiu a vítima repetidamente, controlou as ações dela e causou abalo psicológico à vítima.
Também em janeiro daquele ano, o agressor havia sido preso preventivamente por descumprir medidas protetivas, mas obteve liberdade um mês após. Poucos dias depois, ele voltou a perseguir Flávia, exigiu a retomada do relacionamento e forçou-a abandonar a residência e ela se refugiou em casas de conhecidos.
Redação:CCOM-MPMA