
Amamentar pode parecer um processo natural, mas, para muitas mães, osprimeiros mesessão acompanhados de dúvidas, dificuldades e descobertas. Saber como posicionar o bebê, identificar uma pegada adequada da mama e entender comoarmazenar o leite maternosão conhecimentos que podem fazer diferença na rotina da família.
É nesse contexto que as ações doAgosto Douradobuscam fortalecer a orientação e oapoio às mulheres durante a gestação e após o nascimentodos bebês. A programação, que tem ocorrido em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Belém, reúne profissionais de saúde e mães em momentos deconversa, troca de experiências e esclarecimento de dúvidassobre o aleitamento materno.
Para Mayra Pinheiro Aires, de 19 anos, que está vivendo a segunda experiência com a maternidade, buscar informação na UBS Portal da Amazônia, no Jurunas, na manhã desta terça-feira (18), também significa aprender com as dificuldades enfrentadas anteriormente. Na primeira experiência, ela teve problemas durante a amamentação e decidiu procurar orientação para estarmais preparadadesta vez.

A experiência de Mayra mostra como a falta de informação pode transformar os primeiros momentos da amamentação em um período ainda mais difícil. Para ela, aprender sobre a posição do bebê e a forma correta de amamentar pode ajudar atornar esse processo mais tranquilo.
Enquanto algumas mães buscam orientação para superar dificuldades durante a mamada, outras encontram nas atividades respostas para desafios que ainda estão por vir. É o caso de Évili Luana, de 19 anos, mãe de Heitor, de quatro meses.
Ela chegou à unidade de saúde do Bengui I para uma consulta e acabou participando da palestra. Entre os assuntos apresentados, um chamou especialmente a atenção dela: o armazenamento do leite materno.

Com a proximidade do fim da licença-maternidade, Évili já começa a pensar em comomanter a alimentação do filhoquando precisar voltar à rotina profissional. Para ela, as informações recebidas durante a atividade ajudam a preparar esse momento.
Para Ilza Maia, coordenadora da referência técnica de Saúde da Criança e do Adolescente de Belém, ações como essa ajudam adesmistificar a ideia de que amamentar é simplesmente colocar o bebê no peito.
Segundo a profissional, o trabalho deorientação começa ainda durante a gestaçãoe continua após o nascimento, acompanhando as necessidades da mãe e da criança. Entre os pontos observados estão a pega correta, a alimentação do bebê, a produção de leite e possíveis dificuldades durante a amamentação.
Esse acompanhamento também envolve a família.Avós, pais e parceirospodem participar das orientações e compreender melhor como apoiar a mãe durante esse período.


Além das ações realizadas durante o Agosto Dourado, a rede municipal conta com o PROAME — grupos deincentivo e acompanhamento do aleitamento materno. Os grupos funcionam como espaços de orientação para gestantes, mães e familiares, com acompanhamento ao longo dos primeiros meses de vida da criança.
Durante os encontros, são abordados temas relacionados à amamentação e aos cuidados com o bebê, incluindo posição e pega durante a mamada, alimentação, produção de leite, armazenamento do leite materno, troca de fraldas, cuidados com o umbigo eorientações sobre desengasgo.
O acompanhamento também permite que os profissionais identifiquemdificuldades que possam comprometer a alimentação do bebêe orientem a família de acordo com cada situação.
A proposta é que a mãe tenha umarede de apoiopara tirar dúvidas e enfrentar as dificuldades que podem aparecer durante a amamentação. Para Ilza, esse cuidado é especialmente importante nosprimeiros meses, período marcado por muitas mudanças para toda a família.
O Agosto Dourado é dedicado àpromoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. A campanha amplia o debate sobre a importância da amamentação e reforça que informação e acompanhamento profissional também fazem parte desse processo.
Mais do que incentivar a amamentação, as ações procuram garantir que as mães tenham informação paratomar decisões, apoio para enfrentar dificuldades e acompanhamento paracuidar da própria saúde e da saúde do bebê.

As histórias de Mayra e Évili mostram que as dúvidas podem ser diferentes de uma mãe para outra — seja pela experiência anterior, seja pela chegada do primeiro filho ou por uma mudança na rotina. Mas, em comum, permanece a necessidade de ter acesso ainformação confiável e profissionais preparados para orientarcada família.
Os “PROAMES” são grupos de incentivo e acompanhamento do aleitamento materno da rede municipal de saúde de Belém.
As atividades podem abordar:
Onde buscar orientação: gestantes e mães podem procurar a unidade municipal de saúde de referência para saber sobre o acompanhamento do aleitamento materno e as atividades do PROAME.
Texto:Jonas Vila (estagiário sob supervisão da Ascom Sesma)

