SAMU 192 Belém treina servidores para salvar vidas nas escolas
Formação orienta sobre como agir em emergências com crianças e prestar os primeiros cuidados até a chegada do socorro especializado
Por: RedacãoFonte: Agência Belém
25/08/2026 às 18h27
Crédito: Danielle Dias - Ascom SESMA
Para quem deixa uma criança na escola todos os dias, saber que o ambiente estápreparado para lidar com situações de emergênciatranquiliza a família e responsáveis. É justamente com esse objetivo que a Lei nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, estabelece acapacitação em primeiros socorrospara profissionais que atuam eminstituições de ensino e recreação infantil.
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Em Belém, o SAMU 192, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semec), realizatreinamento para servidores da rede municipal de ensino. A formação ensina comoreconhecer situações de emergência, acionar corretamente o serviço de atendimento e prestar os primeiros cuidadosaté a chegada da equipe especializada.
Foto: Reprodução/Agência Belém
A Lei Lucas surgiu após a morte de Lucas Begalli, uma criança de Campinas (SP) que se engasgou durante uma excursão escolar e não resistiu. A legislação passou a reforçar a necessidade de queprofissionais da educação estejam preparados para agirdiante de situações que podem acontecer dentro do ambiente escolar.
A preparação envolve aulasteóricas e práticassobre diferentes tipos de ocorrências, comoengasgos, desmaios, convulsões, paradas cardiorrespiratórias, quedas e acidentesenvolvendo objetos introduzidos no ouvido, nariz ou garganta.
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No dia 19 de agosto, ocorreu umanova etapa da formação na Central do SAMU 192 Belémpara profissionais da rede municipal de ensino para atividades teóricas e práticas.
Segundo o coordenador-geral do SAMU 192 Belém, John do Vale, a capacitação busca preparar os profissionais parareconhecer a gravidade de uma situação e tomar as primeiras providênciasde maneira adequada.
A parceria entre o SAMU e a Semec já alcançoumais de 40 escolas e treinou mais de 800 profissionaisdiretamente envolvidos com a educação, segundo o coordenador. Além das escolas públicas municipais,instituições ou comunidades interessadas na formação podem solicitar a capacitaçãoà Secretaria Municipal de Saúde, que avalia a possibilidade de atendimento conforme a logística e a disponibilidade das equipes.
Conhecimento para agir nos primeiros minutos
A instrutora do Núcleo de Educação Permanente do SAMU 192 Belém, enfermeira Liliana Frois, explica que um dos principais objetivos é ensinar procedimentos que podem fazer diferença enquanto o atendimento especializado não chega.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Nas aulas, os servidores tambémaprendem o que não devem fazer. A orientação é importante porque, em uma situação de desespero, uma tentativa de ajudar sem conhecimento podeagravar o quadro da vítima.
Importância da preparação
Para quem trabalha há anos dentro da escola, o treinamento também representa umaoportunidade de rever práticasque eram realizadas antes mesmo de existir conhecimento adequado sobre primeiros socorros.
O professor Edir Moraes, que atua na gestão da Escola Florestan Fernandes e tem 18 anos de experiência na educação, conta que já precisou lidar com situações de emergência envolvendo alunos.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
A capacitação, portanto, não busca transformar educadores em profissionais de saúde. A proposta é fazer com que eles saibam reconhecer uma situação de risco,manter a calma, acionar o serviço correto e aplicar procedimentos básicos de primeiros socorros enquanto aguardam a chegada do atendimento especializado.
Segurança para quem cuida dos pequenos
A preocupação é ainda maior nas unidades que atendem crianças pequenas, que estão mais sujeitas a acidentes durante atividades, brincadeiras e momentos de alimentação.
A diretora da Escola do Mundo Encantado, Jacirema de Souza, trabalha diariamente com crianças de 2 a 5 anos e considera essencial que a equipe esteja preparada para agir diante de uma emergência.
A diretora também conta que, em uma situação de emergência envolvendo o próprio pai, a família decidiu levá-lo por conta própria a uma unidade de saúde, diante do desespero provocado pelo momento. Com a capacitação, o conhecimento adquirido pelos servidores também pode ser levado para casa e compartilhado com familiares e pessoas da comunidade.
Confiança das famílias fortalecida
A proposta da Lei Lucas é justamente criar umarede de adultos mais preparados para proteger criançasem situações de emergência. Na escola, professores, gestores, merendeiras, agentes de serviços gerais e demais servidores podem estar entre as primeiras pessoas a presenciar um acidente ou mal súbito.
Por isso, saber o que fazer nos primeiros minutos pode ser determinante. A orientação adequada também ajuda aevitar atitudes equivocadas, reduzindo riscos e garantindo que o atendimento especializado seja acionado o mais rápido possível.
Para o SAMU 192 Belém, a capacitação faz parte dopapel educativo do serviçoe amplia a preparação da comunidade para situações de urgência e emergência.
Foto: Reprodução/Agência Belém
A capacitação é realizada de forma presencial, com conteúdo teórico e atividades práticas, permitindo que os servidores tenham contato direto com os procedimentos ensinados pelos profissionais do SAMU.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Assim, para os pais e responsáveis, a Lei Lucas representa mais do que uma obrigação legal: é uma forma de ampliar a segurança das crianças durante o período em que estão sob os cuidados da escola. Quanto mais preparados estiverem os profissionais, maior é a capacidade de oferecer uma resposta correta nos primeiros minutos de uma emergência.
Serviço
Capacitação em Primeiros Socorros – Lei Lucas
Quem participa: Servidores da educação infantil vinculados às escolas e Unidades Escolares Integrais (UEIs) sob gestão da Semec.
Como funciona: A capacitação é presencial e reúne conteúdos teóricos e práticos de primeiros socorros, incluindo reconhecimento de emergências, acionamento do SAMU 192, reanimação cardiopulmonar e manobras de desengasgo.
Onde é realizada: Central do SAMU 192 Belém.
Duração: Quatro horas por turma.
Horários: Das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Como participar: A agenda das capacitações é definida institucionalmente entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e a Secretaria Municipal de Educação (Semec). O curso é destinado, atualmente, aos servidores da rede municipal de ensino.
Outras instituições: Instituições ou comunidades interessadas podem solicitar informações à Secretaria Municipal de Saúde sobre a possibilidade de realização da capacitação, que será avaliada conforme a disponibilidade de equipe e logística.
Texto: Jonas Vila(estagiário sob supervisão da Ascom Sesma)
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