
Em meio à área urbana de João Pessoa, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) mantém um importante fragmento de vegetação nativa que contribui para a conservação da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental da região. Neste 21 de setembro, quando é celebrado o Dia da Árvore, a Prefeitura de João Pessoa destaca a importância da preservação das árvores e de toda a área verde da cidade.
A Bica abriga espécies de importância para a preservação, como o pau-brasil, presente no parque em exemplares de diferentes portes e também em mudas, e, entre as árvores que se destacam, está a barriguda-de-espinhos, de grande porte, que chama atenção dos visitantes pelas raízes, pela largura e pelos espinhos no tronco, além de carregar uma importância histórica relacionada à comunicação dos povos indígenas.






A diretora do Parque Arruda Câmara, Milenna Simões, destaca que a preservação das áreas verdes de João Pessoa é essencial para a vida humana. “Neste Dia da Árvore, a Bica reforça a importância de conservar as áreas verdes existentes na cidade, reconhecendo as árvores como elementos essenciais para a biodiversidade, para a qualidade de vida da população e para uma cidade ambientalmente mais equilibrada”, pontuou.
Com espécies características da Mata Atlântica e outras árvores nativas, a vegetação da Bica desempenha diferentes funções ecológicas. Além de formar um ambiente favorável à fauna, o parque funciona como uma espécie de refúgio para animais silvestres que circulam pela área urbana. A presença de árvores, frutos, sementes e outros recursos naturais oferece abrigo, alimento e condições para que aves e outros animais possam transitar pelo Centro da cidade com mais segurança e conforto.


Segundo o educador ambiental Glauber Travassos, a vegetação tem um papel fundamental para os animais que vivem no parque, tanto nos recintos, quanto em vida livre. “A castanheira, por exemplo, serve de alimento para as cutias, enquanto a imbaúba é uma das plantas prediletas das preguiças, sendo muito utilizada na alimentação de filhotes resgatados. Já as flores e frutos atraem ainda aves, borboletas, insetos, saguis e abelhas, contribuindo para a polinização e para o enriquecimento ambiental do local”, explicou.
O educador ambiental destaca ainda que as árvores também funcionam como abrigo e local de reprodução para a fauna. Espécies de maior porte, com ocos internos, são utilizadas por aves, como o falcão-relógio, para fazer ninhos. Já os saguis aproveitam árvores como cajueiros e castanholas para obter seiva. “Temos uma variedade muito interessante de plantas que beneficia diversos animais do parque, oferecendo alimento, abrigo e condições para reprodução”, destaca Glauber.






A área verde também contribui para a melhoria das condições climáticas locais. As árvores proporcionam sombra e ajudam a reduzir a temperatura, criando um ambiente mais fresco na região central da cidade. Por meio da vegetação, o ar também é filtrado, com a retenção de partículas e a absorção de dióxido de carbono, contribuindo para a qualidade ambiental.
Outro importante papel desempenhado pelas árvores é a disseminação de sementes. Ao produzir frutos e sementes, a vegetação fornece alimento para diferentes espécies de animais, que podem contribuir para a dispersão dessas sementes em outros pontos. Esse processo natural favorece a regeneração da vegetação e ajuda a manter a biodiversidade.


Serviço – O Parque Arruda Câmara fica situado na Avenida Gouveia Nóbrega, s/n, no bairro do Roger. A taxa de entrada custa R$ 3,00, sendo que crianças com até 7 anos, pessoas com deficiência e idosos acima de 60 anos não pagam.

