
Manter a caderneta de vacinação infantil atualizada é uma das principais medidas de prevenção de doenças na infância. No mês dedicado às crianças, o Instituto de Promoção e Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) reforça a importância de que pais e responsáveis acompanhem as doses previstas para cada faixa etária e procurem orientação sempre que houver dúvidas ou vacinas em atraso.
Para Carla Virgínia, pediatra do Ipesaúde, a manutenção das coberturas vacinais contribuiu para a redução da mortalidade infantil ao longo dos anos e continua sendo fundamental para evitar o retorno ou a disseminação de doenças. “Manter o cartão de vacinas atualizado foi o que nos garantiu ter mantido a diminuição da mortalidade infantil nos últimos anos. É imprescindível que a gente consiga manter a meta de vacinação, seja das doenças novas, seja das antigas”, explica.
A médica destaca que doenças como varicela e sarampo, que já estiveram controladas no Brasil, voltaram a aparecer na rotina de consultórios e pronto-socorros. Entre as vacinas que considera importantes para a prevenção de casos graves, ela cita contra a varicela, sarampo, Covid-19, influenza e dengue, conforme as recomendações do calendário vacinal.
Proteção desde os primeiros meses
A pediatra também chama atenção para a importância da vacinação contra doenças que podem apresentar maior gravidade em crianças pequenas. Entre os avanços recentes, ela destaca a proteção contra a bronquiolite por meio de imunizante para gestante. “Nos bebezinhos, nas crianças menores de dois anos, a bronquiolite pode ter sintomas muito mais graves. Por isso, proteger a mãe acaba diminuindo a quantidade de bebês recém-nascidos que vão desenvolver a doença”, afirma Carla Virgínia.
A profissional também destaca a importância da vacinação contra a meningite. De acordo com ela, a circulação de pessoas entre Sergipe e estados vizinhos, como Bahia e Alagoas, reforça a necessidade de manter a proteção das crianças. “Se a gente tem a oportunidade de proteger nossas crianças do maior número de tipos possível, por que não fazer isso? É importante que a gente consiga erradicar a doença ou minimizar o número de casos fazendo um ato simples, que é ir lá e tomar a vacina”, ressalta.
A vacinação também contribui para reduzir a gravidade das doenças quando ocorre a infecção. “A vacina não quer dizer que a pessoa não vai ter aquela doença, mas, em vez de ter um ‘dodói grandão’, como eu gosto de dizer para as crianças, vai ter um ‘dodói pequenininho’. A gente consegue prevenir as formas graves”, explica a pediatra.
Caderneta deve ser acompanhada
Na Sala de Vacina do Ipesaúde, a equipe orienta pais e responsáveis sobre a situação vacinal das crianças. De acordo com a enfermeira Samara Mota, o primeiro passo é verificar a caderneta e conferir as doses previstas para a faixa etária. “Quando os pais chegam aqui, o primeiro passo é pedir a caderneta e o documento, além de perguntar a idade. A gente verifica, de acordo com o calendário vacinal e a faixa etária, se tem alguma vacina que falta. As que podem ser dadas naquele dia já são fornecidas”, explica.
Quando há doses atrasadas, a equipe avalia quais podem ser aplicadas imediatamente e quais precisam respeitar intervalo entre doses. “Algumas vacinas têm um intervalo de tempo entre uma e outra, então, não poderiam ser dadas naquele momento. Mas, se tiver alguma que possa ser dada, já fornecemos para evitar que essa criança continue em atraso”, afirma Samara.
Entre as dúvidas mais frequentes apresentadas pelos pais estão as possíveis reações após a vacinação. A equipe orienta sobre os efeitos esperados de cada imunizante e sobre os cuidados necessários caso a criança apresente alguma reação. A enfermeira reforça ainda que os imunizantes contribuem não apenas para a proteção individual da criança, mas também para reduzir a circulação de doenças. “Quanto mais essa criança é vacinada, mais fica protegida e menos adoece”, destaca.
Experiência de beneficiária
Beneficiária do Ipesaúde, a professora Roseli Fernandes é mãe de três filhos e procura manter a vacinação das crianças atualizada. Para ela, acompanhar as mudanças no calendário é parte importante dos cuidados com a saúde dos filhos. “É muito importante manter as vacinas em dia. Os vírus se modificam, então, precisamos estar sempre atualizando as vacinas. É importante pesquisar e observar as mudanças que ocorrem no calendário de vacinação”, relata.
Roseli também destaca que o acesso à informação ajuda a esclarecer dúvidas que podem surgir entre pais e responsáveis. “Eu também já tive medo, mas a gente pesquisa e vê essa importância. A vacina previne muitas doenças”, afirma.
Sala de Vacina do Ipesaúde
A Sala de Vacina do Ipesaúde funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem intervalo para almoço, e atende beneficiários e não beneficiários. Pais e responsáveis podem procurar o serviço para verificar a situação da caderneta de vacinação.
Para a vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos, é necessário apresentar a caderneta de vacinação. A equipe utiliza o documento para conferir as doses já recebidas e identificar possíveis vacinas em atraso, considerando também as informações disponíveis no sistema.
Os imunizantes ofertados seguem o calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme disponibilidade e orientações dos órgãos de saúde. A equipe reforça que, diante de dúvidas sobre a situação vacinal, a recomendação é procurar a Sala de Vacina para avaliação da caderneta.





