
Com diversidade de temas, técnicas e suportes, a exposição “Fluxus” do artista visual Viana Fernandes foi aberta, na manhã desta quinta-feira, 15, no Espaço de Artes Ilzé Cordeiro, no Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão. São telas, esculturas, pratos de porcelana, madeira, papéis e tecidos, pintados com tinta a óleo ou na técnica aquarela em estilo figurativo e cores intensas. A mostra fica em cartaz até o dia 3 de dezembro, no local, com horário de visita das 8h às 15h.
Parte das telas aborda temas curiosos e trágicos da história do Maranhão, como a execução a tiro de canhão do indígena Tibira, em 1614, considerado o primeiro mártir da homofobia no Brasil. O fato é retratado pelo artista em três quadros na exposição. Outro assunto absurdo apresentado é o Tribunal Eclesiástico, realizado em 1706, que condenou formigas, acusadas de retirar farinha da despensa de frades capuchinhos em São Luís, apontado como um caso único de sentença contra insetos ou animais no Brasil.

Há também quadros com mestres das artes plásticas maranhenses que se destacaram no final do século XX, a exemplo de Dila, Jesus Santos, Péricles Rocha, Ambrósio Amorim. Inclusive, nesta coleção, Viana Fernandes apresenta um autorretrato imaginário, com referências a diversos artistas brasileiros e estrangeiros, de todas as épocas, que compuseram a sua formação. Há referências a Frida, Da Vinci, Tarsila do Amaral, Modigliani, Munch, Goya, Vermeer, entre outros.
Nas telas, o artista aborda, ainda, manifestações da cultura popular, como o tambor de crioula e o bumba meu boi, além de lendas e aspectos da natureza maranhense.

TRAJETÓRIA
Com 28 anos de trajetória nas artes visuais, Viana Fernandes nasceu na cidade de Bacabal. Morou em São Paulo onde desenvolveu a sua técnica. Ao longo de sua trajetória, abordou os diferentes elementos da cultura do Maranhão.
ABERTURA
Além do artista, compuseram o dispositivo de honra e se pronunciaram na abertura o promotor de justiça Márcio Thadeu Silva Marques; a coordenadora do Centro Cultural, Dulce Serra; o curador do Centro Cultural, Francisco Colombo e o servidor Guilherme Ferrer, que representou a diretora da Secretaria de Planejamento e Gestão, a procuradora de justiça Rita de Cássia Maia Baptista.

Na abertura, Viana Fernandes agradeceu a oportunidade de expor no Ministério Público e ressaltou a importância da história do Maranhão. “Um aspecto que gosto de passar para todos é que a nossa história é muito rica. Em São Luís, em qualquer lugar que a gente vá, é possível ver uma obra de arte, como um tambor de crioula, por exemplo”, frisou.



Redação: CCOM-MPMA

