
Como parte da campanha “Outubro Verde”, dedicada à consciencialização, combate e prevenção da sífilis, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, promove um ciclo de capacitações técnicas e grupos de estudo. Nesta quinta-feira (15), a ação ocorreu na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e teve como público-alvo profissionais que integram a Atenção Básica da Rede Municipal de Saúde, especificamente médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e dentistas.

Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Amanda Maria Gomes, o cenário atual da sífilis em Vitória da Conquista exige uma atenção redobrada e a intensificação das ações de enfrentamento à doença.
“A realização deste ciclo de capacitações no mês de outubro, durante a mobilização do Outubro Verde, tem como objetivo fortalecer a atuação dos profissionais da Atenção Básica, que desempenham um papel fundamental na prevenção, identificação precoce, tratamento e acompanhamento dos casos de sífilis”, explicou a coordenadora.
A quebra da cadeia de transmissão esteve no centro das discussões técnicas. A palestrante Daine Souza é enfermeira da Área Técnica de Sífilis da Vigilância Epidemiológica e destacou que o protocolo do Ministério da Saúde foca a testagem em gestantes, mas a ausência de uma rotina para a população em geral resulta num elevado número de casos de sífilis adquirida. Este cenário, segundo a enfermeira, leva a um aumento de gestantes infetadas e a uma consequente maior transmissão vertical da doença.
Como a maior parte do curso da sífilis é assintomática, as pessoas frequentemente não percebem que estão doentes e não procuram as unidades de saúde, explicou Daine. “Só conseguimos descobrir testando. Portanto, sensibilizamos os profissionais para que testem mais e ofereçam a testagem rápida na sala de espera, nas rotinas de atendimento preventivo e de planejamento familiar, para que possamos diagnosticar mais casos e interromper a cadeia de transmissão”, concluiu a palestrante.
Na perspectiva de quem atua diariamente no atendimento à população, a iniciativa é vital para o alinhamento das equipas. A médica da Unidade de Saúde de Campinhos, Isabel Miranda, destacou o impacto prático do evento no dia a dia dos profissionais. “A capacitação foi muito importante no sentido de reafirmar os protocolos que temos de seguir na área da saúde em relação à sífilis, tanto na população em geral quanto nas gestantes”, afirmou a médica. “A nossa dificuldade é fazer a busca ativa e manter estas pacientes para realizar tanto o tratamento quanto o controlo e o seguimento completo. Então, é muito importante capacitar vários profissionais da rede para podermos reafirmar todo este compromisso”.

