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Empresas do PCT Guamá aprovam projetos em chamada de inovação da Finep

Iniciativas desenvolvidas no Parque de Ciência e Tecnologia propõem soluções em energia renovável, bioeconomia e biotecnologia

Por: Redacão Fonte: Secom Pará
16/10/2026 às 16h35
Empresas do PCT Guamá aprovam projetos em chamada de inovação da Finep
Foto: ASCOM / PCT GUAMÁ

Projetos desenvolvidos por empresas instaladas no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, foram aprovados na chamada pública Finep Mais Inovação Brasil, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

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As propostas das startups paraenses AmazonTech e MGS Engenharia, e da empresa Denpasa Tecnologia, residentes do Ambiente de Inovação do governo do Estado, reforçam a importância da integração entre os participantes do PCT e evidenciam o potencial das parcerias para transformar conhecimento em soluções, e gerar oportunidades.

O projeto da Amazon Tech conta com a parceria da Fundação Guamá, instituição que administra o PCT Guamá, e do Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação (iSACI), também residente do Parque. “Isso demonstra que o nosso ambiente de inovação é favorável à interação e ao desenvolvimento tecnológico colaborativo. Aqui, nosso intuito é fortalecer o ecossistema paraense”, explica João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá.

O PCT Guamá, onde a Finep mantém instalado seu Escritório Regional Norte, contribui estrategicamente ao oferecer um ambiente de conexão e infraestrutura que potencializa a participação das empresas em editais de fomento à inovação. “As empresas aprovadas são exemplos de empreendimentos que conseguiram aproveitar essas condições para avançar com seus projetos estratégicos de inovação”, afirmou Rodrigo Lima, gerente regional Norte da instituição.

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Energia limpa para localidades isoladas

O projeto aprovado da AmazonTech foi o Amazon Smart Grid, uma microrrede híbrida capaz de integrar a geração solar fotovoltaica e diferentes tecnologias de armazenamento de energia, combinando baterias de íons de sódio e supercapacitores.

“O projeto parte de um desafio da região: garantir fornecimento de energia em localidades isoladas, onde a infraestrutura convencional é limitada e a geração baseada em combustíveis fósseis ainda representa uma alternativa. Vimos a necessidade de criar uma alternativa sustentável e confiável”, explicaram Alex Guedes, Elionai Sobrinho e Ronaldo Santos, CEOs da Amazon Tech.

Equipe da Amazon Tech: energia para comunidades isoladas

O projeto pretende operar de maneira autônoma e sustentável, utilizando a energia solar como fonte de geração e um sistema híbrido de armazenamento. “Na prática, a combinação das tecnologias permite que cada dispositivo seja utilizado de acordo com sua característica. As baterias podem assumir o armazenamento de energia por períodos mais longos, enquanto os supercapacitores respondem rapidamente às variações de potência”, destacaram os empreendedores.

O cronograma prevê que o protótipo esteja em operação dentro de dois ou três anos, após as fases de testes e validação.

A iniciativa envolve também uma camada de controle, monitoramento e gerenciamento da energia. A proposta reúne competências relacionadas à eletrônica, à Inteligência Artificial e à conectividade, permitindo monitorar o sistema e coordenar a operação de seus diferentes componentes.

“Com o apoio dos pesquisadores e laboratórios, instalados no PCT Guamá, conseguimos garantir que a solução seja robusta e segura para uso em larga escala. O projeto prevê desenvolvimento de tecnologia de ponta, adaptada às condições regionais, com vantagens significativas sobre soluções já existentes”, informaram os coordenadores do projeto.

A iniciativa está alinhada aos desafios da transição energética brasileira, ao buscar ampliar o uso de fontes renováveis na geração de eletricidade.

Alternativa energética para indústria

O Projeto Açaí Carbon, da empresa Engenharia, propõe a transformação de resíduos do açaí em uma alternativa energética para a indústria. A proposta é desenvolver um briquete, combustível sólido produzido a partir do caroço de açaí, para utilização em fornos siderúrgicos. “É uma biomassa, um biocombustível sólido, mas o projeto vai chegar até a carbonização, quando ele se torna um carvão vegetal. O projeto tem duas etapas”, explicou Sandro Leite, gestor operacional do trabalho.

Equipe MGS Açaí Carbon: energia com resíduos do açaí

O principal desafio tecnológico do projeto é garantir que o briquete mantenha sua integridade estrutural após o processo de carbonização. Entre os resultados esperados estão o desenvolvimento de um produto com poder calorífico médio de 4.500 kcal/kg, balanço carbônico neutro verificável e processo de produção documentado, com potencial de proteção por patente. A proposta pretende viabilizar a substituição parcial do carvão vegetal de origem florestal e do coque mineral utilizados na siderurgia.

O desenvolvimento da solução reunirá parcerias com o Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), também residente no PCT Guamá, e com o Laboratório de Biomassa Energética da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), por meio do Laboratório de Tecnologia de Produtos Florestais, que também participará do projeto. A Fundação Guamá participa com apoio institucional, gestão dos recursos, articulação com o ecossistema de inovação do Parque e medidas relacionadas à proteção dos ativos tecnológicos.

Clonagem de palma de óleo

A outra proposta aprovada foi apresentada pela empresa Denpasa Tecnologia, que busca ampliar a clonagem de palma de óleo tolerante ao Amarelecimento Fatal (AF), doença que representa um desafio fitossanitário para a cultura.

Denpasa: clonagem para uma palma de óleo mais resistente

A iniciativa pretende consolidar uma plataforma biotecnológica integrada para multiplicar, em larga escala, plantas com características genéticas superiores, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva da palma de óleo na Amazônia Legal.

Atualmente, a Denpasa Tecnologia possui híbridos de elite tolerantes ao AF, mas a multiplicação desses materiais em larga escala é inviável pelos métodos convencionais. Para superar essa limitação, o projeto reúne diferentes técnicas biotecnológicas, como suspensões celulares embriogênicas e regeneração automatizada.

A proposta prevê elevar o nível de maturidade tecnológica, conhecido como TRL, dos processos envolvidos, avançando do atual TRL 3 para até o TRL 7, etapa que contempla a validação da tecnologia em ambiente operacional.

“Com isso, o projeto busca produzir mudas de qualidade, com características mais uniformes e maior segurança genética, além de reduzir os riscos de doenças que podem comprometer o cultivo. Nosso objetivo é oferecer alternativas que contribuam para uma produção de palma de óleo mais segura e eficiente”, destacou Tácila Rayene Marinho Dutra, pesquisadora do projeto.

Recursos da Finep

A chamada da Finep prevê recursos não reembolsáveis para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores com risco tecnológico, em projetos com níveis de maturidade tecnológica (TRL) entre 3 e 9. Os recursos estão distribuídos entre as regiões, com R$ 50 milhões destinados ao Norte.

Texto: Ascom / PCT Guamá

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