
O projeto “Araçatuba Patrimonial – Tecnologia a Serviço da Memória” vai reunir, inicialmente, informações sobre 60 imóveis de interesse histórico, arquitetônico e cultural do município, com foco na preservação. A iniciativa foi apresentada na segunda-feira (19), no Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues.
O trabalho é desenvolvido pela Conteúdo Estratégico, por meio de edital de fomento cultural de 2025, com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Araçatuba. No encontro, foram apresentadas a metodologia e as etapas em andamento do inventário técnico.
A apresentação foi conduzida por Fernanda Machado, gestora do projeto, educadora e especialista em Políticas Públicas de Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela estava acompanhada da arquiteta Ana Laura Roma e do historiador Daniel Lima, que integram a equipe.
Área de Interesse Histórico
Nesta etapa, o inventário contempla edificações situadas na Área Especial de Interesse Histórico (AEIH), delimitada pelo Plano Diretor de Araçatuba. O recorte inicial considera a localização e a tipologia dos bens edificados, com possibilidade de ampliação futura para outras áreas e categorias.
Para organizar o levantamento, a equipe classificou os imóveis por estilos arquitetônicos: eclético, ferroviário, Art Déco — incluindo sobrelojas ligadas à imigração sírio-libanesa —, missões espanholas, templos de influência japonesa e modernismo brasileiro.
Entre as edificações pré-selecionadas estão o Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz (IE), a Delegacia de Polícia Civil, um sobrado na Praça Nove de Julho, casas da Vila Ferroviária, a Câmara Municipal e a Igreja Matriz, além do Templo Budista Nipo-Brasileira.
O inventário resultará em um portal com informações históricas sobre os imóveis, tours em 360 graus, vídeos e registros de memória oral, além de um catálogo impresso. Os dados poderão subsidiar políticas públicas de preservação, educação patrimonial e turismo cultural.
Categorias e roteiros temáticos
Fernanda explicou que cada imóvel também está sendo avaliado por sua importância arquitetônica, histórica ou por ambas. “Edificações sem monumentalidade ganham importância quando formam conjuntos e dão continuidade à paisagem histórica”, afirmou.
Segundo ela, o levantamento permitirá criar roteiros turísticos pela cidade com as seguintes temáticas: Patrimônio Ferroviário, Arquitetura Institucional, Arquitetura Religiosa, Diversidade Cultural, Memória Comercial e Hoteleira e Modernização Urbana.

