O Acre vem ampliando, ano após ano, o alcance e a efetividade das ações voltadas ao fortalecimento da produção agrícola. No ano passado, o valor gerado pelas principais culturas temporárias do estado alcançou R$ 984,5 mil, conforme a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2025), divulgada em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em comparação com 2024, o resultado representa um crescimento de 18,25%, alinhado ao avanço observado na média nacional. No que diz respeito à área colhida, o aumento foi de 10,6%, alcançando 10.204 hectares em 2025.
A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, explica que o governo tem ampliado os investimentos para fortalecer a produção agrícola, especialmente diante dos efeitos do El Niño e das variações climáticas registradas nos últimos anos.
Segundo a gestora, a Seagri vem priorizando a aquisição de maquinário, tecnologias e insumos, além de avançar em iniciativas estratégicas como o Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes), o credenciamento de viveiristas locais e a compra de mudas de cacau e café.
“Estamos estruturando melhor nossos escritórios e núcleos municipais. Criamos unidades em áreas que ainda não eram atendidas, como a comunidade Baixa Verde, e reativamos outras, como o núcleo do Caquetá”, destaca.
Temyllis também ressalta que o Estado tem fortalecido programas voltados à pecuária, como o Pecuária Mais Eficiente, o Plano de Ação Estadual para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+/AC) e iniciativas do REM, ampliando o apoio aos produtores.
“Estamos investindo na aquisição de insumos para a agricultura familiar, especialmente na olericultura, com fornecimento de lonas e materiais que garantem melhores condições de produção”, informa.
A secretária afirma que o diálogo com cooperativas e associações tem sido fundamental para orientar ações mais assertivas. “Estamos trabalhando cada vez mais próximos dos agricultores, ouvindo suas demandas para que os investimentos atendam ao que realmente precisam. Assim, fortalecemos cadeias produtivas como mel, café, mandioca, olericultura e cacau, que têm mostrado resultados concretos e crescente rentabilidade”, assinala.
E reforça que o foco permanece na agricultura familiar, sem deixar de lado políticas que também apoiam médios e grandes produtores: “Nosso compromisso é garantir que todos tenham condições de produzir mais e melhor, com o apoio necessário do Estado”.
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