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HGE participa do diagnóstico e tratamento de criança de 2 anos com pancreatite

Menino de Arapiraca passou por unidades em Alagoas e precisou de novo procedimento cirúrgico durante a recuperação

Por: Redacão Fonte: Secom Alagoas
26/10/2026 às 17h09
HGE participa do diagnóstico e tratamento de criança de 2 anos com pancreatite
O médico pediatra diz que ver Pedro brincando de novo é o melhor resultado que a equipe pode ter - Beatriz Castro
Thallysson Alves / Ascom HGE

Uma criança de 2 anos, residente na zona rural de Arapiraca, no Agreste alagoano, recebeu diagnóstico de cisto de colédoco associado à pancreatite após apresentar dores abdominais e vômitos recorrentes durante cerca de 30 dias. O atendimento envolveu diferentes unidades da rede pública de saúde de Alagoas, incluindo o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde o menino recebeu assistência durante a investigação do quadro e no tratamento de complicações pós-operatórias.

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O cisto de colédoco é uma dilatação congênita do ducto que transporta a bile do fígado até o intestino. A alteração pode estar associada a complicações, como a pancreatite, caracterizada pela inflamação do pâncreas.

Segundo a mãe da criança, a auxiliar de sala Aline Nemézio da Silva, de 34 anos, os primeiros atendimentos ocorreram na Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima à residência da família, na Vila São José, em Arapiraca. Apesar do uso de medicamentos para aliviar a dor e os enjoos, os sintomas persistiam.

“Eu o levei várias vezes para a UBS mais próxima da nossa casa. As crises eram amenizadas com medicação para dor e enjoo, mas voltavam. Ele chorava, apertando a barriguinha e vomitava. Eu dava o remédio, ele melhorava um pouco e depois voltava tudo de novo. Eu sentia que alguma coisa estava errada”, relatou Aline.

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Investigação e diagnóstico


Dor abdominal e vômitos são sintomas frequentes na infância e podem estar relacionados a diferentes condições clínicas. Quando persistem, pioram ou não respondem ao tratamento inicial, é necessária uma investigação mais detalhada.

Durante a avaliação, uma das primeiras hipóteses levantadas foi apendicite. Os exames de imagem, entretanto, identificaram uma estrutura com conteúdo líquido próxima ao fígado, inicialmente interpretada como uma possível segunda vesícula biliar. Posteriormente, também foi considerada a hipótese de abscesso hepático, caracterizado pelo acúmulo de pus no fígado.

Diante da persistência dos sintomas e da necessidade de exames complementares, a criança foi encaminhada ao HGE para continuidade da investigação.

“No HGE, ampliamos a investigação com novos exames laboratoriais e de imagem. Identificamos sinais de pancreatite e uma alteração no colédoco, o principal ducto biliar. A ocorrência de pancreatite em uma criança de apenas dois anos exige uma investigação cuidadosa, especialmente para identificar possíveis alterações anatômicas das vias biliares e pancreáticas”, explicou o médico pediatra Roney Damacena.

Para esclarecer o diagnóstico, foi indicada uma colangiorressonância, exame de ressonância magnética que permite avaliar detalhadamente as vias biliares e pancreáticas, sem utilizar radiação ionizante.

Por meio da regulação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Pedro foi encaminhado ao Hospital Veredas, em Maceió, onde realizou o exame e recebeu tratamento para o cisto de colédoco.

Tratamento e recuperação


Após o tratamento do cisto, a criança também recebeu assistência para a pancreatite. Durante a recuperação cirúrgica, porém, apresentou febre e expulsão espontânea do dreno utilizado para escoar líquidos da região operada.

A família entrou em contato com a equipe médica responsável pelo acompanhamento, que orientou o retorno imediato ao HGE.

Na nova avaliação, os exames identificaram acúmulo de líquido na cavidade abdominal. A equipe de cirurgia pediátrica realizou outro procedimento para retirar o conteúdo e instalar um novo dreno. Em seguida, foram instituídos tratamento com antibióticos e cuidados de suporte, com acompanhamento diário de uma equipe multiprofissional, formada por profissionais de pediatria, cirurgia, enfermagem, nutrição e fisioterapia.

Com a evolução do tratamento, a criança apresentou melhora clínica, com redução da febre e das dores e recuperação do apetite.

“Ele chegou com um quadro complexo, que exigiu investigação, cirurgia e acompanhamento cuidadoso. A melhora dos sintomas e a retomada das atividades são sinais positivos da recuperação. A expectativa é que receba alta hospitalar e continue o acompanhamento ambulatorial”, afirmou o médico.



Integração da rede pública de saúde


O atendimento de Pedro envolveu diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), desde a atenção básica até unidades hospitalares com recursos especializados para investigação diagnóstica e tratamento cirúrgico.

A UBS foi a porta de entrada para os primeiros atendimentos. A evolução do quadro levou à necessidade de avaliação hospitalar especializada, exames complementares e encaminhamento por meio da regulação estadual. O HGE participou da investigação clínica e prestou assistência à criança durante o tratamento das complicações pós-operatórias, enquanto o Hospital Veredas realizou o exame especializado e o tratamento do cisto de colédoco.

“O HGE recebe pacientes encaminhados de todas as regiões de Alagoas. Esse caso demonstra a importância da integração entre os serviços de saúde e da atuação do hospital no atendimento de pacientes que necessitam de assistência de maior complexidade”, afirmou o diretor-geral do HGE, Fernando Fortes Melro.

Durante a internação do filho, Aline permaneceu em Maceió e acompanhou a evolução do tratamento. Agora, a família aguarda a recuperação completa da criança e o retorno à rotina em Arapiraca.

A mãe também destacou o atendimento recebido pelos profissionais do hospital.

“Para a gente, o HGE é um hospital de extrema importância e foi decisivo para o tratamento do meu filho. Os médicos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos de enfermagem, profissionais da limpeza... Todos me passaram uma segurança muito grande! Eu senti o quanto é grande o suporte do HGE para nós, principalmente na Pediatria. Muito obrigada!”, declarou Aline da Silva.

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