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Cobra Repórter propõe campanha permanente para prevenir acidentes com cerol e linhas cortantes no Paraná

Projeto de lei busca ampliar a conscientização sobre os riscos para crianças, motociclistas, ciclistas, pedestres e demais pessoas e reforçar a ori...

Por: Redacão Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
28/10/2026 às 17h01
Cobra Repórter propõe campanha permanente para prevenir acidentes com cerol e linhas cortantes no Paraná
Miguel Arthur, de 10 anos, após se recuperar de um acidente com linha de cerol. - Foto: André Almenara/Reprodução

O deputado estadual Cobra Repórter (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa do Paraná, um projeto de lei que institui a Campanha Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes com Linhas Cortantes. A iniciativa pretende ampliar as ações de informação e prevenção contra acidentes provocados pelo uso de cerol, linha chilena e outros materiais que dão efeito cortante às linhas utilizadas para empinar pipas.

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A proposta estabelece que a campanha tenha caráter permanente, com possibilidade de intensificação durante as férias escolares e em períodos de maior frequência da prática de empinar pipas.

Prevenção além da proibição

O Paraná já possui legislação que proíbe a posse, o uso, a fabricação, a comercialização e o transporte de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes utilizados em pipas. A Lei Estadual nº 20.264/2020 prevê essas restrições.

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Para Cobra Repórter, no entanto, é necessário complementar a legislação com informação e conscientização. “A pipa é uma brincadeira tradicional e pode continuar fazendo parte da infância e da vida das pessoas, mas precisa ser praticada com segurança. O objetivo é prevenir acidentes e salvar vidas, principalmente de crianças, motociclistas e ciclistas”, destaca o deputado.

O projeto prevê ações educativas por meio de campanhas de comunicação, mídias digitais, palestras, rodas de conversa, oficinas e atividades em escolas e comunidades.

Acidentes graves reforçam alerta

A proposta foi apresentada após novos casos evidenciarem os riscos das linhas cortantes.

No dia 12 de outubro de 2026, o menino Miguel Arthur Firmínio Andreali, de 10 anos, foi atingido no pescoço por uma linha com cerol enquanto andava de bicicleta no Norte do Paraná. O ferimento exigiu atendimento emergencial, transfusão de sangue, transporte aeromédico e cirurgia. O menino permaneceu 15 dias internado em uma UTI e recebeu alta recentemente.

Outro caso ocorreu em Curitiba, onde um ciclista de 51 anos sofreu um corte profundo no pescoço após ser atingido por uma linha cortante enquanto circulava pela cidade. O ferimento chegou a expor a traqueia.

Os episódios reforçam a preocupação principalmente com motociclistas e ciclistas, que podem ser surpreendidos pelas linhas durante seus deslocamentos, mas também com pedestres, crianças, adolescentes, entregadores e outras pessoas.

Orientação para uma brincadeira segura

Entre as ações previstas pelo projeto está a orientação para que as pipas sejam empinadas em locais afastados das vias de circulação de veículos e das redes elétricas, sempre com linhas sem qualquer material cortante.

A campanha também deverá alertar sobre os riscos de tentar retirar pipas ou linhas presas à fiação elétrica.

O texto prevê ainda o envolvimento de famílias, escolas, municípios, associações comunitárias, entidades de motociclistas e ciclistas, organizações da sociedade civil e estabelecimentos comerciais nas ações de prevenção.

Divulgação dos canais de denúncia e emergência

Outro ponto do projeto é ampliar o conhecimento da população sobre os canais oficiais que podem ser utilizados em diferentes situações.

O Disque-Denúncia 181 poderá ser divulgado para relatos que necessitem de apuração relacionados ao comércio, fabricação e utilização de cerol e linhas cortantes. Em situações que exijam intervenção policial imediata, a orientação é acionar o 190.

Já em caso de acidentes com ferimentos graves ou sangramento intenso, o projeto prevê a divulgação do 193, do Corpo de Bombeiros Militar, para atendimento de emergência.

“Não basta apenas proibir. Precisamos orientar, principalmente nossas crianças e adolescentes, e mostrar os perigos que uma linha cortante pode representar. Uma campanha permanente pode ajudar a evitar acidentes graves e preservar vidas”, afirma Cobra Repórter.

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