GERAL Alagoas
Hospital Metropolitano de Alagoas é referência na assistência a pacientes com AVC
Unidade garante continuidade da assistência após a alta hospitalar e integra o cuidado oferecido às vítimas de Acidente Vascular Cerebral
29/10/2026 13h44
Por: Redacão Fonte: Secom Alagoas
Neide Brandão / Ascom HMA

Em 2023, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) mudou a rotina de Iolanda Maria da Silva, de 53 anos, que precisou ser encaminhada ao Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió. Após cinco dias de internação, ela recebeu alta hospitalar, mas sua trajetória de cuidados não terminou ali. Desde então, a paciente segue acompanhada pela equipe da unidade, onde também recebeu assistência para investigar e tratar outros problemas de saúde identificados durante o acompanhamento.


“Passei cinco dias internada. O meu atendimento foi maravilhoso! Até hoje sou atendida aqui, graças a Deus”, relata a paciente, que destaca a atenção dos profissionais e a continuidade da assistência ao longo dos últimos anos.


Durante as consultas com a neurologista Rebeca Teixeira, Iolanda foi orientada a realizar um ecocardiograma transesofágico, exame que identificou um forame oval patente (FOP), abertura entre as cavidades superiores do coração que pode persistir após o nascimento e, em determinadas situações, estar associada à ocorrência de AVC. A partir da investigação, a paciente foi encaminhada para o tratamento indicado, que incluiu o fechamento do FOP e uma intervenção na válvula mitral.


“Graças a Deus, eu estou bem, tenho uma vida muito boa. Sou acompanhada aqui pela doutora Rebeca, pela cardiologista Amanda e por outros médicos. A equipe é muito boa, muito atenciosa”, relata Iolanda.


SUS faz a diferença


A paciente também destaca a facilidade de acesso aos exames e a dedicação dos profissionais durante o tratamento. Para ela, a possibilidade de realizar os procedimentos necessários pelo Sistema Único de Saúde (SUS) faz toda a diferença na continuidade do cuidado.


“Exames que eu pensei que nunca ia fazer, como uma ressonância, eu fiz. Fiz da cabeça, da coluna, da bacia, tudo maravilhoso. Não tenho nada a reclamar. Só agradecer a Deus, primeiramente, e aos profissionais do Hospital Metropolitano. Através do SUS, a gente tem esse atendimento aqui, que é nota 100”, afirma.


Acompanhamento que vai além da internação


A história de Iolanda evidencia que os cuidados com quem sofreu um AVC não terminam com a alta hospitalar. A recuperação pode exigir consultas especializadas, exames periódicos, reavaliações clínicas e acompanhamento contínuo para prevenir novos eventos e identificar outras condições que necessitem de tratamento.


No Hospital Metropolitano de Alagoas, esse seguimento é realizado pelo Ambulatório Pós-AVC. O serviço acompanha pacientes atendidos na unidade e permite à equipe de neurologia monitorar a evolução clínica, avaliar necessidades específicas e orientar a continuidade do tratamento.


De acordo com Rebeca Teixeira, neurologista e coordenadora da Unidade de AVC (UAVC) do HMA, a assistência integra diferentes etapas do cuidado, desde o atendimento inicial até o acompanhamento após a alta. “O AVC exige uma resposta rápida, porque o atendimento na fase aguda é determinante para a evolução do paciente. Em Alagoas, o programa AVC Dá Sinais atua em nível estadual, fortalecendo a assistência às vítimas da doença na rede de saúde”, pontua a médica.


Para Iolanda, essa continuidade representa a possibilidade de seguir a vida com mais segurança, sabendo que pode contar com uma equipe de referência. “É muito bom vivenciar isto depois de enfrentar um AVC. Tenho acesso a acompanhamento médico e aos exames necessários. O Metropolitano oferece uma jornada de cuidado que vai além dos dias de internação”, destaca a paciente.