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Empresário de Rio Bananal é preso em operação do MPES que investiga fraude tributária de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro

Um empresário do setor cafeeiro de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, foi preso nesta quarta-feira (28) durante uma operação do Ministério Público do

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29/10/2026 às 13h00 Atualizada em 29/10/2026 às 18h44
Empresário de Rio Bananal é preso em operação do MPES que investiga fraude tributária de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro

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Um empresário do setor cafeeiro de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, foi preso nesta quarta-feira (28) durante uma operação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) que investiga suspeitas de fraudes tributárias envolvendo aproximadamente R$ 36,6 milhões.

A ação, denominada Operação Rebrota, tem como objetivo apurar possíveis irregularidades na comercialização de café conilon em grão cru, com suspeita de utilização de documentos fiscais considerados inidôneos para simular operações comerciais e evitar o recolhimento de impostos.

Segundo o MPES, o empresário é responsável pela administração de uma empresa do setor cafeeiro localizada no distrito de Primavera, na zona rural de Rio Bananal.

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Investigação aponta uso de notas fiscais irregulares

De acordo com as investigações, o empresário teria utilizado notas fiscais emitidas por empresas consideradas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para registrar aquisições de café que não corresponderiam às operações comerciais efetivamente realizadas.

A suspeita é de que os documentos fossem utilizados para dar aparência de legalidade às transações e permitir a redução indevida do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O Ministério Público também identificou indícios de uma prática conhecida como “venda casada”, na qual documentos fiscais circulam entre empresas sem que haja a correspondente movimentação física das mercadorias pelos estabelecimentos indicados nas notas.

Valores investigados chegam a R$ 36,6 milhões

Conforme informações divulgadas pelo MPES, o montante relacionado às investigações considera diferentes processos envolvendo o empresário.

Em três ações penais anteriores, os créditos tributários consolidados somam aproximadamente R$ 14,7 milhões.

Já em outras 12 ações penais, relacionadas a denúncias mais recentes, os créditos tributários definitivamente constituídos e inscritos em dívida ativa totalizam R$ 21.975.201,60.

Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 36,6 milhões.

O Ministério Público destaca que as suspeitas de irregularidades teriam persistido mesmo diante de mecanismos eletrônicos de controle fiscal e da existência de ações penais em andamento.

Operação foi realizada em Rio Bananal

A Operação Rebrota foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Norte) e pela Promotoria de Justiça de Rio Bananal.

O cumprimento do mandado de prisão contou com a participação de três agentes da Assessoria Militar do MPES e dois policiais militares.

Segundo o órgão, o empresário também já havia sido alvo de investigações anteriores relacionadas a possíveis fraudes tributárias no setor cafeeiro, incluindo as operações Torrefação e Recepa.

O caso tramita em segredo de Justiça.

 

Fonte: Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

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