
Produtores e jovens das famílias produtoras de leite do município de Cacaulândia, na região do Vale do Jamari em Rondônia, participaram de capacitação em inseminação artificial em bovinos, promovido pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e prefeitura do Município.
Em apenas três décadas o Estado alcançou uma posição de destaque no ranque brasileiro de produção de leite e carne. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIC), Rondônia se destaca como o 5º estado exportador de carne do país e o maior produtor de leite do norte do Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Até os anos 80 parte do leite fluido consumido na Amazônia, inclusive em Rondônia, era reconstituído, a partir do leite em pó, essa situação mudou no Estado, com o crescimento do rebanho rondoniense, que recebeu investimentos oficiais, através dos programas de incentivo a produção executados pela Emater-RO, entre eles o crédito rural orientado e projetos especiais como, o Inseminar, que mudou o perfil da pecuária leiteira em Rondônia.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha o projeto de Consultoria Técnica e Gerencial para Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec), impulsiona o melhoramento genético e modernização da pecuária leiteira no Estado. “Através do Consultec os produtores participam de capacitações para melhorar a produtividade de leite e a gestão da propriedade e com isto elevar a renda familiar”, pontuou.
Segundo o diretor presidente da Emater-RO, Alessandro Pedralli da Silva. para atingir o objetivo de melhorar a renda do produtor de leite, os técnicos orientam o melhoramento genético continuo do rebanho, e realizam capacitações em inseminação artificial, manejo dos animais, entre outras técnicas. “Priorizam a participação de jovens, que além da maior disposição para a aprendizagem de técnicas modernas de produção, precisam estar preparados para a sucessão na gestão das propriedades rurais familiares, e assim evitar um colapso na sucessão familiar nas fazendas, devido ao êxodo seletivo dos jovens para as áreas urbanas, como já indicam os dados demográficos levantados pelo IBGE”, destacou.
Fonte
Texto: Enoque de Oliveira
Fotos: Irene Mendes
Secom - Governo de Rondônia

