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UBS Fluvial leva atendimento de saúde à Ilha Nova

Unidade já atendeu mais de 2 mil pessoas em diferentes ilhas de Belém com consultas médicas e de enfermagem, vacinação, acompanhamento de hipertens...

Por: Redacão Fonte: Agência Belém
05/09/2026 às 00h18
UBS Fluvial leva atendimento de saúde à Ilha Nova
Crédito: Jonas Vila

O rio faz parte da rotina de quem vive nas ilhas de Belém e, para muitos moradores, também pode representar umabarreira para acessar serviços de saúde. Por isso, aUnidade Básica de Saúde Fluvial (UBS Fluvial)é estratégica para garantir atenção básica paramais perto da população ribeirinha. Foi o que ocorreu nesta sexta-feira (4), nacomunidade Menino Deus, na Ilha Nova, onde mais de 20 moradores receberamconsultas, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas e ações de educaçãoem saúde no espaço Menino Deus.

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Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

Moradora da Ilha Nova, Rejane Almeida da Silva, 54 anos, convive com diabetes e acompanha a própria saúde por meio da unidade fluvial. Para ela, ter os profissionais mais próximos de casa tornou ocuidado mais acessívele reduziu a necessidade de deslocamentos.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Jonas Vila
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Saúde onde o morador está

A UBS Fluvial funciona como umaunidade básica de saúde adaptada à realidade das comunidades que vivem nas ilhas. A estrutura oferece consultas médicas e de enfermagem, vacinação, acompanhamento de pacientes e ações de educação em saúde, com a atuação deprofissionais de diferentes áreas. Só este ano, já atendeumais de duas mil pessoasem diversas ilhas da capital.

Entre as localidades atendidas estão Ilha Nova, Tijutuba, Ilha Longa, Paquetá e Uruboca. Os moradores podem chegar até a unidade em pequenas embarcações, como rabetas, e recebem os atendimentosdentro da própria UBS Fluvial.

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Para o médico Belmiro Vinente Neto, que atende na unidade, a iniciativa coloca em prática o princípio daequidade do Sistema Único de Saúde(SUS), considerando as dificuldades específicas enfrentadas pela população ribeirinha.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Crédito: Jonas Vila
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Menos deslocamento e mais acesso

Para quem vive nas ilhas, chegar a um serviço de saúde pode depender deembarcação disponível, horário, condições da maré e distância. Antes da presença da UBS Fluvial, moradores precisavam se deslocar para outros pontos da rede em busca de atendimento.

A professora Regina Ribeiro, 55 anos, moradora da Ilha Nova, conhece essa dificuldade. Antes da unidade chegar à comunidade, ela precisavair até Cotijuba e nem sempre conseguia atendimento.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

A presença da unidade também permite que o acompanhamento ocorra de forma mais próxima e contínua, sem que o morador precise deixar a comunidade sempre que necessita de um atendimento básico.

Hiperdia leva orientação para a rotina das famílias

Entre as ações realizadas pela equipe está o Hiperdia, voltado aoacompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes. A atividade combina atendimento e educação em saúde, com orientações sobre alimentação, uso correto dos medicamentos e cuidados necessários para ocontrole das doenças.

Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

A equipe procura relacionar asrecomendações profissionais aos hábitos alimentares e à rotina dos moradores, ajudando a transformar a informação em cuidado no dia a dia.

Para Regina, esse tipo de orientação é importante porque ajuda os pacientes a entenderem como oshábitos cotidianos podem interferir no controle da pressão arterial e diabetes.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Vacinação chega às comunidades

A vacinação também faz parte da rotina da UBS Fluvial. A equipe disponibiliza osimunizantes previstos pelo Programa Nacional de Imunizações(PNI) e acompanha a situação vacinal dos moradores.

Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

Quando necessário, os profissionais também deixam a embarcação parachegar até as residências. A estratégia é importante, principalmente para pessoas que, por alguma limitação, não conseguem se deslocar até o ponto de atendimento.

O técnico de enfermagem Everton Bandeira, responsável pela vacinação na unidade, destaca que a logística nas ilhas exige uma organização diferente, mas o objetivo égarantir que os moradores tenham acesso à imunização.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

Atendimento adaptado à realidade ribeirinha

A rotina da UBS Fluvial é planejada de acordo com a localização das comunidades e com a necessidade de deslocamento da equipe. A unidadeatende diferentes regiões das ilhase mantém um cronograma para garantir que os serviços cheguem aos moradores.

A técnica em Enfermagem Eliane Santana Carbusso, 52 anos, explica que o trabalho permite levar a atenção básica para uma população que, anteriormente, enfrentava mais dificuldades para ter acesso aos serviços.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila

Além do atendimento realizado na própria embarcação, a equipe também acompanha moradores que não conseguem chegar até a unidade.

O SUS que atravessa o rio

Para os profissionais que atuam na UBS Fluvial, levar a atenção básica às ilhas significaadaptar o serviço à realidadede uma população cujarotina depende diretamente do rio.

A unidade não apenas transporta profissionais e equipamentos. Ela também cria umarelação mais próxima com os moradores e amplia a presença do SUSem territórios onde o deslocamento pode ser um dos principais obstáculos ao atendimento.

Crédito: Jonas Vila
Crédito: Jonas Vila
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

A UBS Fluvial funciona desegunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e atende moradores de diferentes comunidades das ilhas de Belém.

Como funcionam os atendimentos

O trabalho segue um sistema de rodízio paraampliar a cobertura territorial: a equipe permaneceduas semanas em uma regiãoe, nas duas semanas seguintes, segue para outra área, permitindo quediferentes comunidades sejam contempladasao longo do mês.

Além das consultas e ações realizadas na embarcação, uma vez por semana a equipe realizavisitas domiciliares,principalmente para moradores que não conseguem se deslocar, como pessoas acamadas ou com limitações de mobilidade.

Serviços oferecidos

  • Consultas médicas;
  • Consultas de enfermagem;
  • Vacinação;
  • Acompanhamento de hipertensão e diabetes;
  • Ações do Hiperdia;
  • Educação e orientação em saúde;
  • Acompanhamento multiprofissional;
  • Visitas domiciliares;
  • Ações de prevenção e promoção da saúde.

A equipe conta ainda com profissionais de diferentes áreas, como farmacêutico, nutricionista, psicólogo, sanitarista e fisioterapeuta, fortalecendo o cuidado integral oferecido às comunidades ribeirinhas

Texto: Jonas Vila, estagiário sob supervisão da Ascom/Sesma

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