
Os alunos das escolas municipais de João Pessoa participaram, nesta terça-feira (15), da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica 2026 (OBR), que aconteceu no Mangabeira Shopping. Com 140 equipes e aproximadamente 550 estudantes inscritos, a Rede Municipal de Ensino representou, sozinha, mais de 25% de todo o evento, que segue até a próxima sexta-feira (18). Os participantes foram desafiados em duas modalidades: robótica artística e robótica de resgate (níveis 1 e 2).
“São 140 equipes e cerca de 550 alunos da nossa rede envolvidos nessa experiência, unindo conhecimento, criatividade, tecnologia e trabalho em equipe. Quando investimos em inovação, estamos ampliando horizontes e criando novas oportunidades para os nossos estudantes. É muito bonito ver esse talento da nossa rede ganhando espaço e se destacando”, ressaltou a secretária de Educação e Cultura de João Pessoa, América Castro.






Os alunos Samara Guimarães, Nycollas Geovanne, Carolini Flora e Júlia Gabriele, que estudam no 5º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Radegundis Feitosa Nunes, participaram pela primeira vez do evento. Eles programaram um robô que mexia os braços, girava a cabeça, andava e dançava para a competição de robótica artística.
“A gente veio apresentar uma música. O robô vai dançar e fazer os movimentos de acordo com a batida. Por exemplo, se a letra fala para levantar os braços, ele levanta os braços”, explicou a estudante Samara Guimarães, de 11 anos.


Por ser a primeira vez em um evento de robótica, o nervosismo e a ansiedade eram inevitáveis. Mas o time estava confiante e empolgado para o momento da competição. “A experiência está sendo muito legal. Estou muito feliz por essa nova conquista, porque eu sempre quis vir aqui apresentar. É uma experiência muito diferente. Estou ansiosa e feliz também”, comentou Júlia Gabriele, de 10 anos.
O professor de robótica José Janielson, que dá aulas na Escola Municipal Radegundis Feitosa Nunes e levou duas equipes para a OBR, explicou que os alunos começaram a trabalhar nos projetos desde o início do ano letivo. “Neste período, eles já sabem programar, montar os robozinhos, conhecem algumas lógicas de computação mais avançadas e também algoritmos. Participar de uma competição como esta deixa eles empolgados, porque é uma experiência para além da sala de aula”, comentou.



Os alunos Daniel Duarte e Nicolas Antônio, ambos do 9º ano do Ensino Fundamental, competiram na modalidade robótica de resgate. “A gente está se preparando desde maio deste ano e fez vários treinamentos. Até chegar nesse robô que está aqui hoje, ele passou por várias mudanças. A gente mudou a esteira e também usou várias linguagens de programação, como Python, Blocks, Mindstorms e Pybricks”, revelou Daniel Duarte, de 14 anos.
Na competição, a missão do robô de Daniel era seguir uma linha preta, entrar na área de resgate e sair. Já o de Nicolas Antônio deveria resgatar as vítimas de uma simulação de terremoto, representadas por três bolinhas. “Existem dois tipos: as bolas brancas representam as vítimas vivas e as pretas, as mortas. O robô precisa identificar e levar cada uma para o seu devido lugar”, explicou.






Esta foi a segunda vez que Daniel participou da OBR. No ano passado, ele foi campeão da etapa estadual da OBR em sua categoria e viajou para Vitória (ES) para participar da etapa nacional. “Quando estou competindo, sinto que estou em um lugar que é a minha cara, como se fosse a minha segunda casa”, ressaltou.
Para alcançar uma participação tão expressiva na Olimpíada Brasileira de Robótica 2026, a Prefeitura de João Pessoa vinha preparando as escolas municipais desde 2021, com investimentos em espaços de tecnologia e na capacitação profissional.


Foram contratados mediadores de tecnologia e cada escola passou a contar com pelo menos 1 profissional responsável por difundir o uso dessas ferramentas dentro da unidade. Também foi estruturada uma diretoria de tecnologia, com diferentes departamentos, entre eles um voltado especificamente para a robótica.
“Esse trabalho contínuo fez com que os alunos fossem se aproximando cada vez mais da robótica. A participação na Olimpíada é facultativa, então eles estão aqui porque se identificam com o que aprendem dentro da escola. E a robótica não trabalha apenas a tecnologia: envolve matemática, história, geografia e outras áreas do conhecimento. O aluno vai desenvolvendo essas habilidades e quer mostrar o que aprendeu”, explicou o diretor de Informática Educacional do Município, Elisson Abreu Dutra.

