
A Unidade Técnica de Agricultura Urbana do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) mantém uma rotina exaustiva de limpeza e paisagismo na região. O perímetro cuidado abrange o trecho da Avenida Afonso Pena da Rua Calógeras até o Obelisco e, na Rua 14 de Julho, compreende a extensão do Relógio Central até a esquina com a Rua Mato Grosso.
A presidente do FAC, Adir Diniz, aponta a necessidade de zelo com o patrimônio verde, muitas vezes alvo de vandalismo. “A cidade é um espaço para todos nós aproveitarmos. Os jardins estão espalhados por vários canteiros para trazer beleza e produção de oxigênio. A cidade mais arborizada do Brasil merece ser também a mais florida”, destaca Adir.
As ações de depredação afetam diretamente espécies como jiboias, bromélias, girassóis-mirins, chuvas de prata e beijinhos. Ao pé do monumento do Relógio da 14 de Julho, as marias-sem-vergonha sofrem pisoteio constante por parte de pedestres e frequentadores da via.
Vida noturna e sujeira O impacto visual piora após as noites de grande movimento. Os trabalhadores municipais encontram dejetos humanos, restos de carvão de espetinhos, garrafas de vidro e plásticos descartados sobre as plantas da Rua 14 de Julho. A equipe classifica o retrabalho semanal como “enxugar gelo”.
Apesar das dificuldades, parte da população abraça a causa ambiental. A promotora de vendas Andrea Elizabeth, de 42 anos, mora no Jardim Leblon e valoriza a manutenção do Centro. “Além de trazer uma beleza para a nossa cidade, você respira um ar mais puro, tendo plantas ao nosso redor”, avalia a pedestre.
Apoio comunitário Comerciantes locais adotam os canteiros próximos às fachadas de forma voluntária. A jovem Carla, de 22 anos, trabalha em uma cafeteria e ajuda a regar as mudas na 14 de Julho.
“Deixa o centro bonito para a gente cuidar, a gente ajuda a molhar, mas várias pessoas não cuidam, pisam nas plantas, não têm a consciência de que é para o bem delas as plantas”, lamenta Carla.
A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu Campo Grande pelo sétimo ano consecutivo com o título “Tree City of the World” em 2026. A preservação dos canteiros exige a colaboração direta da sociedade para honrar o reconhecimento internacional de sustentabilidade urbana.
#PraTodosVerem: A imagem mostra o relógio da rua 14 de Julho, no canteiro há flores

