
O cinema é capaz de fazer rir, chorar, refletir e enxergar o mundo por outra perspectiva. E é justamente sobre essa arte que atravessa gerações que o jornalista e crítico de cinema Marden Machado conversa no episódio desta sexta-feira (25) do programa Arte Cultura, da TV Assembleia. Mestre em comunicação e linguagens e curador do Cine Passeio, em Curitiba, Machado revela como uma solução prática encontrada por seus pais, que o levavam ao cinema enquanto trabalhavam, despertou nele, ainda criança, o gosto por assistir ao mesmo filme mais de uma vez e reparar em detalhes de enquadramento e montagem que passariam despercebidos aos olhos de um espectador comum.
No bate-papo com o jornalista Adriano Gomes, o crítico também explica como funciona a curadoria do Cine Passeio, espaço que resgatou a tradição das salas de cinema de rua na capital paranaense. Segundo ele, a programação foi pensada para dar espaço a filmes que não encontravam lugar nas grandes redes de exibição. "Havia uma carência muito grande na programação das salas de cinema de Curitiba de um certo tipo de filme", conta, ao lembrar que 40% de tudo já exibido no espaço é composto por produções brasileiras.
Machado ainda comenta o avanço dos serviços de streaming e defende a experiência coletiva das salas de cinema, algo que, segundo ele, nenhum equipamento doméstico consegue reproduzir. "É aquele senso coletivo de estar numa sala de cinema, junto com outras pessoas, assistindo a um filme", afirma.
Outro ponto de destaque da conversa é o momento vivido pelo cinema brasileiro, impulsionado pelas conquistas de "Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto" nas principais premiações internacionais. O crítico explica os bastidores da escolha do representante brasileiro ao Oscar e detalha por que uma boa campanha de divulgação nos Estados Unidos é decisiva para o reconhecimento de um filme pela Academia.
A entrevista passa ainda pelas preferências pessoais de Machado, que revela sua paixão pelo faroeste, cita clássicos como "Os Imperdoáveis" e a trilogia "O Poderoso Chefão" entre seus favoritos, e analisa o fenômeno do cinema sul-coreano como exemplo de política de Estado para incentivo à cultura.
Para conferir a conversa completa, assista ao episódio na íntegra do Arte Cultura clicando aqui .

