
Começou nesta semana aaplicação da terceira etapa da Avaliação Belém, iniciativa da Prefeitura de Belém que tem como objetivo avaliar as aprendizagens dos estudantes do 1º ao 9º ano. A aplicação das provas para a avaliação de leitura, em dois momentos, começou na segunda-feira (28), e seguirá até 6 de outubro. Em seguida, será a vez dos alunos realizarem o exame de português e matemática.
Realizada a cada bimestre, totalizando quatro avaliações ao longo do ano letivo,os resultados das provas da Avaliação Belém geram subsídios para nortear o planejamento pedagógico das escolas, conforme explica a secretária adjunta pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Karina Portal.
A Avaliação Diagnóstica, aplicada no início do período letivo, tem como objetivo identificar a realidade do aprendizado dos estudantes naquele momento, orientando o planejamento pedagógico das escolas.
As avaliações Formativas ocorrem ao longo do processo de ensino, com a finalidade de acompanhar o progresso dos estudantes e ajustar as práticas pedagógicas em tempo oportuno.
Já a Avaliação de Saída, aplicada em dezembro, permite verificar as aprendizagens consolidadas, subsidiando análises de resultados e o planejamento do ano seguinte.
Para todas as etapadas da Avaliação Belém, a Semec garante provas e metodologias adaptadas para estudantes da educação especial e inclusiva, adaptadas pelo Centro de Referência em Inclusão Educacional (Crie), bem como abordagens adaptadas para os alunos indígenas, imigrantes e refugiados, com a mediação dos profissionais da Coordenação de Educação Escolar para Indígenas, Imigrantes e Refugiados (Ceeiir).

Nesta semana, os alunos do 1º ao 5º ano das escolas municipais estão fazendo a avaliação de leitura, que visa diagnosticar a capacidade dos estudantes de ler palavras e textos com precisão, prosódia (leitura com expressividade, ritmo e entonação) e velocidade.
A Escola Municipal Professora Perpétuo Socorro Jesus Figueiredo, no Tapanã, mobilizou toda a equipe de servidores para realizar um “dia D” de aplicação da prova. A escola oferece Ensino Infantil e 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental. 210 alunos do Fundamental realizaram a prova na manhã desta quarta, 30 de setembro.
Uma delas foi a Ana Clara da Silva, 8 anos, do 2º ano. Ela conta que gosta de ler histórias em quadrinho, que não estava nervosa para o exame e que gostou da avaliação.

Realizada individualmente, a avaliação de Leitura permite construir um diagnóstico da realidade leitora de cada estudante. A diretora da Escola Perpétuo Socorro, Priscilla Moura, afirma que se trata de um norte que ajuda as escolas a entender o cenário e permitir um planejamento pedagógico com base em evidências concretas.

Priscilla conta que, além da mobilização, a escola também planejou um dia de atividades lúdicas para os alunos enquanto aguardavam sua vez de realizar a avaliação. Também priorizaram o uso do termo “atividade de leitura”, ao invés de “prova” ou “avaliação”, para ajudar a tirar a tensão dos alunos.



Ana Beatriz Azevedo, 8 anos, aluna do 2º ano, conta que gosta de ler, especialmente contos de fadas, mas que estava um pouco nervosa antes da avaliação.

Já Carlos Eduardo Antunes, 9 anos, aluno do 2º ano, disse que estava tranquilo.
Solange Souza é professora regente de uma turma de 2º ano da Escola Perpétuo Socorro. No início de 2026, quando assumiu a turma, ela lembra que os alunos não sabiam escrever o nome, não conheciam nem mesmo o alfabeto. E que mesmo antes da Avaliação Belém, ela mesma já tinha feito uma avaliação diagnóstica para conhecer o nível da turma, e se deparou com alunos desestimulados.

Para a professora Solange, a Avaliação Belém é primordial para conhecer a realidade de aprendizado dos alunos.
Todos os alunos do 1º ao 5º ano da rede municipal de educação estão realizando a avaliação de leitura, e cada escola organiza a sua agenda de aplicação. Nas próximas semanas, será aplicada a prova objetiva de português e matemática, mas dessa vez para alunos do 1º ao 9º ano.

“E amei essa atividade de leitura, porque eu aprendi a ler e passei a me importar com as coisas de leitura”, diz o estudante Lucas Corrêa, de 7 anos
Lucas Gabriel Corrêa, 7 anos, aluno do 1º ano na Escola Perpétuo Socorro, já um leitor fluente e conta que amou participar da avaliação.
A Avaliação Belém mobiliza e engaja estudantes, suas famílias, professores, gestores escolares e a Semec em torno de um objetivo central: garantir a alfabetização até o 2º ano do ensino fundamental e assegurar este direito às crianças que não foram alfabetizadas na idade prevista.

