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Conversa Saudável debate anafilaxia e a importância do atendimento imediato

Em entrevista à TV Assembleia, a médica alergista Loraine Landgraf explica como identificar os sinais, o que fazer na emergência e por que o acesso...

Por: Redacão Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
30/09/2026 às 16h33
Conversa Saudável debate anafilaxia e a importância do atendimento imediato
- Foto: Arte: TV Assembleia

Reconhecer rapidamente os sinais de uma reação alérgica grave pode salvar vidas. Esse é o tema da edição desta quarta-feira (30) do Conversa Saudável, da TV Assembleia, que recebe a médica alergista Loraine Landgraf, mestre em Alergia e Imunologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e integrante da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

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Logo no início da conversa, a especialista explica que o Brasil ainda não tem números precisos sobre a anafilaxia. Em outros países, os casos estão em alta, mas por aqui o registro nacional está apenas começando. A falta de dados dificulta saber quais são as principais causas e quais faixas etárias são mais atingidas. “Não podemos usar os dados de outros países para o Brasil”, afirma.

O programa apresenta dois depoimentos que mostram como a anafilaxia pode surgir de formas inesperadas. O primeiro é da família do pequeno André, que aos 2 anos teve uma reação grave após ser picado por uma formiga. Em poucos minutos, manchas vermelhas se espalharam pelo corpo, veio a tosse e a saturação de oxigênio caiu. O atendimento rápido, com aplicação de adrenalina, fez a diferença. O segundo é do advogado e atleta amador Aloysio Maia, alérgico ao látex, que precisa verificar os ambientes antes de entrar, evitando locais com luvas e balões, e já precisou desembarcar de um avião depois que um balão foi estourado durante o embarque.

Ao comentar os casos, a doutora Loraine reforça que, diante de qualquer suspeita, o caminho é ir imediatamente à emergência. Antialérgico e corticoide em casa não resolvem. “A adrenalina é o medicamento que salva a vida”, afirma. Depois da crise, a orientação é procurar um alergista, que ela define como “um médico extremamente detetive”, capaz de identificar a causa com testes cada vez mais precisos.

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A entrevistada também aborda como a predisposição genética se combina com o contato repetido com determinadas substâncias para desenvolver a alergia, e explica em quais situações é possível prevenir novas reações, como no caso de crianças submetidas a várias cirurgias e o risco de alergia ao látex. Fala ainda sobre a imunoterapia, tentativa de dessensibilização usada em alguns tipos de alergia, como a alimentar, e sobre a discussão entre médicos a respeito de alertas de identificação, como pulseiras, relatórios e até tatuagens, para que pacientes alérgicos sejam reconhecidos em situações de emergência.

Outro ponto de destaque é o apelo da médica pelo acesso às canetas autoinjetáveis de adrenalina, que ainda não são comercializadas no Brasil. Quem precisa depende da importação, com custo alto e validade de cerca de um ano. Segundo ela, a ASBAI já fez abaixo-assinados e buscou a Anvisa para facilitar o acesso. A médica defende que restaurantes, consultórios, shoppings e aviões tenham o medicamento à disposição. “Estar preparado é o que salva uma vida”, resume.

Para conferir a entrevista na íntegra, clique aqui .

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