
Salvador registrou quatro roubos em ônibus em setembro de 2026, contra 27 no mesmo mês de 2025, uma redução de 85,2%. De janeiro a setembro, os registros caíram de 277 para 66, queda de 76,2%, equivalente a 211 ocorrências a menos. Os dados são do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE), vinculado à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
No período, a Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Coletivos (DERRC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), cumpriu três mandados de prisão preventiva contra investigados por roubos no transporte público da capital.
As investigações reuniram imagens de videomonitoramento, depoimentos, reconhecimentos de vítimas e testemunhas e informações de inteligência, que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva.
Entre os casos está o roubo ocorrido em maio, nas proximidades da Avenida Centenário, quando uma mulher ameaçou uma estudante universitária com uma faca e subtraiu um relógio e uma pulseira. A investigada confessou o crime e admitiu ter praticado outros roubos em coletivos, principalmente na região central de Salvador. Ela já estava custodiada por outro crime, e o novo mandado foi cumprido no sistema prisional.
Outro investigado, de 35 anos, confessou participação em um assalto a estudantes dentro de um ônibus da linha Ribeira–Estação Pirajá, em julho. Segundo a apuração, ele utilizou uma faca para roubar celulares, relógios e outros pertences, além de agredir um adolescente. O homem possui condenações anteriores por roubo e homicídio e foi localizado na Avenida Joana Angélica portando uma faca apontada pela investigação como a utilizada no crime.
O terceiro caso envolve um homem de 22 anos investigado pelo roubo do celular de uma adolescente de 16 anos, em agosto, dentro de um ônibus que trafegava pela Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã. Segundo a investigação, ele acompanhou a vítima desde a região da Estação Mussurunga e embarcou no mesmo coletivo para cometer o crime.
Fonte: Pedro Moraes / Ascom-PCBA



