
O Artesanato Sergipano foi um dos grandes destaques na programação da segunda edição do Festival da Sergipanidade, realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e a Secretaria Especial da Cultura (Secult), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Realizado no Centro de Criatividade, em Aracaju, e com o tema 'Nossa gente, nossas raízes, nossa identidade', o evento dedicou três dias à valorização da arte sergipana em suas diversas linguagens, reunindo música, cultura popular, moda, audiovisual, artesanato e saberes tradicionais em uma programação inteiramente gratuita.
Quem foi ao festival pôde conhecer um pouco da produção manual local na feira de artesanato e economia criativa, como também viver na prática o fazer artesanal através das oficinas. Coordenada pela Seteem, a iniciativa aproximou o público dos profissionais que preservam e renovam os saberes artesanais, oferecendo um espaço estruturado para comercialização e geração de renda. Entre as tipologias expostas, destacaram-se peças em renda irlandesa, crochê, bordado e torção em arame.
Ao destacar a importância de garantir vitrines para a produção local em grandes celebrações culturais, a secretária de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Márcia Pacheco, ressaltou o impacto da iniciativa. “Nosso objetivo é aproximar os artesãos e artesãs do público, promover a troca de saberes por meio das oficinas, ampliar as possibilidades de comercialização e dar visibilidade a uma produção que carrega a história, a identidade e a criatividade do nosso povo. Nosso trabalho é justamente esse: apoiar quem produz, valorizar nossas tradições, incentivar o empreendedorismo e fazer com que a valorização da nossa cultura também se transforme em renda e desenvolvimento para os sergipanos”, destacou.
A integração entre o fomento cultural e a economia criativa também foi evidenciada pela presidente da Funcap, Stéfanie Oliveira. “A participação da Seteem no Festival da Sergipanidade fortalece a conexão entre cultura, trabalho e geração de renda. A feira de artesanato e economia criativa valoriza o talento dos nossos artesãos e empreendedores, amplia oportunidades de comercialização e dá visibilidade à produção sergipana. Essa parceria reforça a importância de integrar diferentes áreas do governo para fomentar a cultura e fortalecer a economia criativa do nosso estado”, ressaltou.
Para os expositores, participar de grandes eventos promovidos pelo Governo do Estado representa um salto na divulgação e nas vendas. Adriane Oliveira, especialista na tradicional renda irlandesa de Divina Pastora, celebrou o patrimônio exclusivo de Sergipe. “Mais um evento, a convite da Seteem, onde a gente pode mostrar nosso trabalho, nosso artesanato. E claro que a renda irlandesa não poderia ficar de fora. Nosso patrimônio cultural imaterial, algo que é nosso, só é feito em Sergipe. É uma chance de aumentar nossa renda. Para a gente que sobrevive disso, é um momento importante para vender tanto para quem é de Sergipe como para os turistas que chegam aqui”, pontuou.
A artesã Valdina Aragão reforçou que a participação em feiras e festivais movimenta a agenda de encomendas e garante retorno financeiro. “Como artesã, eu me sinto muito bem e feliz ao ser convidada para participar, é maravilhoso, porque nos eventos também surgem as encomendas, a gente garante uma renda extra”, afirmou.
O artesão Ailton Silva, que trabalha com a técnica de torção em arame, destacou como a valorização da identidade sergipana atrai visitantes. “Eu acho uma oportunidade boa para todos nós, artesãos. É importante valorizar a cultura do nosso povo, da nossa região. Em Sergipe, temos esse lado forte de valorizar nossa sergipanidade, acho que é um dos fatores que atrai turismo para nosso estado”, destacou.
Ao celebrar o momento de destaque do crochê na moda e no artesanato, a artesã Hermínia Alves expressou gratidão pelo espaço oferecido no festival. “O crochê está em alta, todo mundo está usando e estou agradecida por fazer parte desse evento, que está nos proporcionando expor nossas peças e vender. O crochê é uma terapia para mim e hoje é o meu sustento”, comemorou.

























