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200 intercambistas de Alagoas iniciam imersão cultural na Inglaterra

Segundo grupo de 100 alunos desembarcou em Londres Heathrow neste sábado (31) acompanhado pelo superintendente Artur Ferreira

Por: Redacão Fonte: Secom Alagoas
01/11/2026 às 13h15
200 intercambistas de Alagoas iniciam imersão cultural na Inglaterra
Com a chegada do segundo grupo, intercambistas agora partem para imersão cultural - Alexandre Teixeira
Natalício Vieira / Ascom Seduc

O contingente alagoano está 100% instalado em solo britânico. No final da tarde desse sábado (31), o segundo grupo composto por 100 estudantes e cinco professores monitores da rede estadual de ensino de Alagoas desembarcou com segurança no Aeroporto Internacional de Londres Heathrow, no Reino Unido. A chegada conclui a rota aérea iniciada na tarde de sexta-feira (30) em Maceió, com conexão nacional da Azul em Recife (PE) e escala em Lisboa (Portugal) pela TAP Air Portugal.  

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A comitiva viajou acompanhada presencialmente pelo superintendente da Rede Estadual de Ensino da Seduc, Artur Ferreira, que embarcou junto com o grupo na capital alagoana e coordenou o suporte aos jovens durante toda a viagem e no desembarque em solo britânico. Em Heathrow, a turma foi recepcionada pela equipe da empresa responsável pela execução operacional do programa.


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De Heathrow, os jovens dos grupos 6 a 10 embarcaram em traslados executivos organizados para as suas respectivas cidades-polo, Birmingham (Grupo 6), Bournemouth (Grupo 7), Eastbourne (Grupo 8), Colchester (Grupo 9) e Portsmouth (Grupo 10).  


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Com a chegada do segundo contingente, o Governo de Alagoas completa o envio histórico dos 200 estudantes selecionados para a 4ª edição do programa Daqui pra o Mundo, que soma R$ 7,4 milhões em investimento integral.  


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O superintendente Artur Ferreira destacou a tranquilidade do trajeto e a emoção de acompanhar de perto a chegada dos estudantes à Inglaterra.


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"Ver a entrega e a alegria desses jovens durante todo o percurso de Maceió até Londres compensa qualquer cansaço. Nossa missão foi garantir que eles viajassem com total segurança, acolhimento e suporte para que iniciem essa imersão focados apenas em aprender e realizar seus sonhos", afirmou.


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Adaptação e choque cultural


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Enquanto o segundo contingente fez o trajeto até o interior inglês, os primeiros 100 estudantes que desembarcaram na sexta-feira (30) viveram nesse sábado o seu primeiro dia oficial de imersão em Oxford, Cambridge, Brighton, Worthing e Canterbury.  


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A rotina de adaptação começou dentro das host families (famílias anfitriãs). Os jovens encararam as primeiras refeições no estilo britânico, testaram a comunicação em inglês sem intermediários e aproveitaram o fim de semana para reconhecer o entorno das casas, a arquitetura e os caminhos até as escolas onde começarão a estudar nesta segunda-feira (2).


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Para a estudante Ewilly Kalyanne Barbosa Araújo, de 17 anos, aluna da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, de Craíbas, que está em Cambridge, a primeira noite na casa da família anfitriã superou as expectativas. Ela contou que a recepção foi acolhedora e com toda a estrutura necessária para enfrentar o clima frio do outono europeu.


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“A primeira noite dormindo na casa da host family foi incrível, porque tinha aquecedor, cobertas e todos os utensílios que a gente precisa usar. E o café da manhã britânico é, sem dúvidas, rico em comidas gostosas e saudáveis. Hoje comi cereal com frutas. Já a tentativa de conversar em inglês sem o Google Tradutor é bastante complexa. A conversação é mais complicada do que escutar; eu escutei bem, mas conversar sem o tradutor foi uma coisa difícil”, relatou Ewilly.


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No primeiro passeio pelas ruas de Cambridge, os detalhes do cotidiano britânico chamaram a atenção da jovem craibense, desde a engenharia do trânsito até os hábitos da população local.


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“A coisa mais diferente foi a questão dos carros, que o lado do motorista é o direito e não o esquerdo, o sotaque e a forma como eles falam rápido e embolado. Sem falar que as pessoas aqui no frio usam roupa curta, algo que para nós, brasileiros, é estranho porque não estamos acostumados. A arquitetura deles é totalmente incrível e a cultura é simplesmente perfeita”, descreveu a aluna.


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Mesmo diante do choque cultural, a estudante fez questão de manter a família tranquila no Brasil assim que se acomodou no quarto, registrando o momento com o celular antes de avisar sobre o desembarque.


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“Para a minha família, a primeira foto que mandei do quarto foi dele completo no ângulo 0.5 da câmera. E a mensagem que mandei foi para a minha tia, avisando que eu tinha chegado bem e que a viagem tinha sido incrível”, lembrou a jovem.


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Sentimento de estar em um filme em Oxford


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A sensação de desembarcar na Inglaterra e vivenciar uma realidade parecida com o cinema também marcou o primeiro dia da dupla alagoana hospedada em Oxford. A estudante Amanda dos Santos Farias, 17, aluna da Escola Estadual José Enoque de Barros, no município de Girau do Ponciano, contou que a recepção pelo host father (pai anfitrião) e os primeiros momentos na casa foram inesquecíveis


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“A primeira noite foi tranquila, estava muito frio. O nosso host father foi nos buscar no ponto de encontro, a gente entrou e conheceu o nosso quarto. Teve um choque cultural porque a casa, o banheiro, tudo parece que a gente está vivendo dentro de um filme! É uma experiência muito legal e da hora. No início foi complicado para dormir porque vinham mil pensamentos e a ficha estava começando a cair de que o intercâmbio tinha começado de verdade”, explicou Amanda.


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Uma curiosidade marcante na casa onde Amanda está hospedada em Oxford é a ligação dos britânicos com o litoral. “A nossa host family gosta bastante de praia, então o banheiro e a casa têm várias coisas temáticas, até as canecas têm desenhos de praia. Eles falam bastante sobre isso”, detalhou a estudante.


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Sobre a adaptação gastronômica, Amanda destacou a experiência de provar o café da manhã britânico ao lado de sua dupla de quarto, a estudante Ana Caroline dos Santos Silva, 16, da Escola Estadual Professor José Quintela Cavalcanti, de Arapiraca.


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“O café da manhã foi outro choque cultural, porque as comidas aqui são bem diferentes. Mesmo as coisas que a gente tem no Brasil, tipo pão e cereal, aqui conseguem ser diferentes. Foi bem interessante porque a gente saiu provando várias coisas do jeitinho da Inglaterra”, destacou Amanda.


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Para Ana Caroline, a experiência do café da manhã trouxe descobertas alimentares inéditas. “Como a Amanda disse, o café da manhã é um choque cultural muito grande. Eu pessoalmente não sou acostumada a tomar café da manhã no Brasil, e aqui acabei provando coisas que nunca tinha provado antes, como pasta de amendoim e geleia. O cereal daqui também é muito diferente do nosso”, completou a aluna arapiraquense.


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Berços acadêmicos e curiosidades britânicas


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Além dos choques culturais vivenciados dentro das casas, as alunas alagoanas desembarcaram em duas das cidades mais históricas e fascinantes de toda a Europa. Separadas por cerca de 130 km, Cambridge e Oxford guardam rivalidades centenárias e tradições que devem fascinar os intercambistas. 


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Famosa por abrigar a universidade mais antiga do mundo anglófono (fundada no século XI), Oxford serviu de inspiração direta para cenários de sagas renomadas do cinema, como Harry Potter, graças à sua arquitetura gótica e secular, o que justifica a sensação descrita pelas alunas de "estar dentro de um filme".


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Criada por acadêmicos que saíram de Oxford em 1209 após desentendimentos locais, Cambridge desenvolveu uma forte tradição científica (por onde passaram nomes como Isaac Newton e Charles Darwin). Na cidade, a tradição cultural mais famosa é o punting, passeio de barco de madeira empurrado por uma vara ao longo do Rio Cam, cruzando as pontes dos edifícios universitários.


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Como notado pela estudante Ewilly em Cambridge, é comum ver britânicos usando roupas leves ou curtas mesmo em temperaturas baixas. Isso acontece por conta do isolamento térmico das casas e estabelecimentos, além do costume do corpo local ao clima temperado, o que causa grande contraste com os estudantes acostumados ao clima tropical do Nordeste brasileiro.


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O trânsito invertido (motoristas sentados à direita e carros trafegando pela esquerda), apontado pelos alunos, exige até atenção especial dos pedestres; nas calçadas de cidades como Oxford e Cambridge, há inscrições pintadas no asfalto com os dizeres "Look Left" (Olhe para a esquerda) ou "Look Right" (Olhe para a direita) para evitar atropelamentos de turistas desavisados.


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Às vésperas de iniciar a rotina escolar em solo britânico nesta segunda-feira (2), a expectativa do grupo reflete o entusiasmo de vivenciar uma imersão completa. “Meu coração está completamente ansioso para conhecer novas pessoas, a cultura delas e o que fez cada uma chegar até ali nesse intercâmbio”, finalizou Ewilly Kalyanne.


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Aulas começam nesta segunda-feira


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Com as duas turmas devidamente instaladas em suas respectivas cidades, a programação acadêmica oficial tem início nesta segunda-feira (2). Todos os 200 intercambistas passarão a frequentar aulas intensivas de Língua Inglesa nas instituições parceiras, conciliando a carga horária em sala de aula com passeios culturais, estudos de campo e atividades de convivência ao longo das quatro semanas de imersão no Reino Unido.

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