
A cultura paraibana perdeu um nome importante das artes visuais nesta segunda-feira (28): a artista visual Rose Mary Catão, conhecida como Rose Catão. Parceira da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), a artista paraibana teve uma trajetória marcada pela produção artística, educação e difusão das artes visuais. Em 2024 foi homenageada pela Funjope na XVIII edição do Salão Municipal de Artes Plásticas (Samap).
“Essa notícia deixou os nossos corações muito tristes porque a Rose Catão era uma artista grandiosa, mas, sobretudo, uma mulher sensível ao ser humano do ponto de vista da compreensão dela da sociedade, das suas relações pessoais. Ela sempre marcou muito esse espírito de ser uma mulher generosa, cuidadora”, declarou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele afirmou que todos que fazem a Funjope estão muito tristes. “Eu, particularmente, fico muito triste porque perco uma amiga do coração com quem trabalhei alguns anos, fiz belíssimas exposições aqui em João Pessoa, Conde, Recife. Então, é uma notícia que nos deixou muito abalados. As artes plásticas de João Pessoa e da Paraíba perdem muito com o falecimento da Rose Catão. Eu deixo a minha solidariedade à família, aos amigos e rogo a Deus que ela esteja em boas mãos e possa descansar em paz”, acrescentou o diretor.


Trajetória – Nascida em Campina Grande, em 31 de outubro de 1940, Rose Catão viveu em João Pessoa desde a década de 1960. Na Capital, construiu grande parte da sua trajetória artística. Em 2024, o XVIII Samap recebeu o nome Prêmio Rose Catão. A programação também contou com uma exposição dedicada à artista no Hotel Globo.
A homenagem da Funjope reconheceu a contribuição de Rose Catão para as artes visuais e para a formação cultural de João Pessoa. Com sua morte, fica o legado de uma artista que dedicou décadas à criação, ao ensino e à difusão da arte, deixando sua marca na história cultural da Paraíba.
Artista – Gravadora, pintora, ilustradora e arte-educadora, Rose Catão era formada em Educação Artística, especialista em Cultura Afro-Brasileira e mestra em Biblioteconomia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ao longo da sua carreira, participou de quase uma centena de exposições coletivas, realizou sete mostras individuais e apresentou trabalhos no Brasil e no exterior. A artista também ministrou cursos de xilogravura, proferiu palestras e ilustrou livros e revistas.

A produção de Rose Catão aborda temas como o cotidiano, a política e a afetividade. Entre os reconhecimentos recebidos está o primeiro lugar no Festival Nacional de Arte (Fenart), além de participação em exposições internacionais, como a International Small Engraving, na Romênia.
Suas obras integram acervos e espaços culturais como o Florean Museum, na Romênia; o Museu de Arte Contemporânea Olho Latino, em São Paulo; a Fundação Espaço Cultural da Paraíba e a Galeria de Arte Gamela, em João Pessoa.

